quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Brasil ultrapassa Espanha

19 de agosto de 2010 às 13:41

Com a economia estagnada, espanhóis lamentam ultrapassagem do Brasil

La economía española se baja del pódium
Editorial do jornal espanhol Expansión
17.08.2010
A economia espanhola aspirou durante muito tempo fazer parte do grupo das sete economias mais importantes do mundo, do todo-poderoso G-7, integrado pelos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Canadá.
Sobretudo durante o período do governo Aznar, tentou infrutiferamente usar a condição de oitava potência mundial para obter um assento no G-7.
Em 2007 o Banco da Espanha certificava que a economia espanhola era a sétima do mundo depois de ter desbancado o Canadá, mas tampouco o presidente Zapatero teve melhor sorte em suas reivindicações, por mais que se gabasse de que a economia espanhola estivesse entre as campeãs, que havia superado a da Itália em renda per capita e que em breve faria o mesmo com a da França.
Agora, a severidade com que a crise golpeou a economia espanhola e seus efeitos de contração do PIB nos distanciaram desta velha aspiração. Segundo os dados disponíveis, entre o primeiro trimestre de 2009 e o primeiro deste ano, o Brasil, com um PIB de 1,8 trilhão de dólares, desbancou a Espanha do oitavo posto, com um PIB de 1,5 trilhão.
O Brasil, cujo principal destino exportador é a China, sofreu apenas dois trimestres de crescimento negativo entre 2008 e 2009 e suas perspectivas de crescimento são de 7% para este exercício e de 11% para o próximo. Apesar disso, o Banco Mundial já estimava em 2008 que a economia espanhola ocupava a décima primeira posição do planeta, claramente abaixo do Brasil, se se comparasse as duas em termos de poder de compra.
Em todo caso, o dinamismo do Brasil contrasta com a paralisia da economia espanhola e com suas pobres perspectivas de recuperação, pois existe uma concordância generalizada de que há adiante um longo calvário de estagnação econômica. De fato, a tímida recuperação dos dois primeiros trimestres do ano, com a volta de baixas taxas de crescimento, poderá ser truncada na segunda metade deste ano.
O aumento do IVA, o enorme endividamento das famílias e a deterioração do mercado de trabalho, a falta de confiança e o eventual aumento dos impostos manterão inibida a demanda interna, motivo pelo qual a economia espanhola deve colocar todos os seus esforços em revitalizar seu setor exportador que, como em crises anteriores, pode ser o motor da recuperação.
Ontem se soube que as exportações espanholas tiveram aumento de 16,3% no primeiro semestre, o que é um dado que dá esperanças, mas ainda insuficiente para pensar que o setor exportador pode ocupar o lugar do consumo interno. A depreciação do euro e o vigor da recuperação em países da eurozona como Alemanha e França, importantes destinos de nossas exportações, oferecem um cenário favorável, que devemos aproveitar aumentando a qualidade e a quantidade de nossa oferta exportadora.

Direita unifica a esquerda em torno do PT

Como o oposição reunificou o PT

Do Valor
O efeito colateral do discurso neo-udenista 
Maria Inês Nassif
19/08/2010

Na campanha, o PT consegue reunir de volta sua antiga militância e o PSDB tem perdido a sua
A excessiva fixação do PSDB e do DEM no eleitorado de centro e de direita, com correspondente radicalização do discurso, tem estreitado as margens de manobra dos dois maiores partidos de oposição. A agressividade de um discurso tomado da direita ideológica produziu, em 2006, um fenômeno que deve se repetir em 2010. É esse discurso que, em ano eleitoral, têm trazido os movimentos sociais que atuam à esquerda do PT - e que beberam da mesma fonte no passado - de volta à sua órbita.
No primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), houve um gradativo afastamento de setores sociais que, na origem petista, eram a militância mais aguerrida do partido. Era ininteligível para os movimentos um acordo de governo tão amplo que abrigava interesses do mercado financeiro e do agronegócio, ao mesmo tempo em que investia em programas sociais de transferência de renda, no microcrédito e no apoio à agricultura familiar. Quando o Bolsa Família começou a produzir, de fato, efeitos de distribuição de riqueza, os movimentos sociais viram-se com um grande abacaxi nas mãos. Não era possível se contrapor a um programa de complementação de renda, que atacava cidadãos expostos à miséria absoluta, mas, se o Bolsa Família produzia o efeito de tirar os miseráveis da órbita de influência da política tradicional, tinha também um efeito desmobilizador na base desses movimentos. A luta reivindicatória, que se iniciava pela educação para a cidadania, também foi neutralizada.
O episódio do chamado mensalão, em 2005, levou o PT e os movimentos sociais ao quase rompimento. Do lado institucional, houve o racha do PSOL. Quando os dissidentes saíram, em meio a um Fórum Social Mundial, a impressão que se tinha era a de que levariam consigo boa parte da esquerda do PT, além da militância ligada à igreja progressista e que foi responsável pela capilarização do partido, na sua origem. A ação da oposição legislativa, amplificada e em processo de retroalimentação com a mídia, acabou revertendo esse processo. O PSOL ficou pequeno. Os movimentos sociais tomaram rumo próprio, sem a ligação umbilical que tinha com o PT na origem do partido, mas evitaram um confronto direto com o governo. A maior parte da esquerda petista permaneceu. O clima pré-64 preservou os quadros de esquerda do PT e impediu uma ofensiva dos movimentos sociais mais à esquerda contra o governo Lula. Nas vésperas das eleições de 2010, os movimentos sociais se alinharam a Lula, por duas razões. Primeiro, porque não tinham condições de se contrapor às suas bases, seduzidas pelos programas de transferência de renda e com alto grau de satisfação com o governo. Mais do que isso: é uma população atraída pelo carisma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é muito difícil andar na contramão de um líder carismático cujo governo, ao fim e ao cabo, produz satisfatórios resultados sociais. Por fim, por medo de uma radicalização à direita que comprometesse os avanços que tinham ocorrido no governo Lula. O maior temor do Movimento Sem Terra em 2006, por exemplo, era a hipótese de vitória de um governo tucano, que no período FHC havia assumido uma política radical de criminalização do movimento.
Para as esquerdas e os movimentos sociais, o retorno à órbita de influência do PT, em 2006, foi algo como "ruim com Lula, pior sem ele". De lá para cá, o processo de direitização do PSDB e do DEM se acelerou e os resultados do governo na promoção da distribuição de renda tornaram-se mais claros. Às vésperas das eleições, a reincorporação das esquerdas e dos movimentos sociais à órbita petista ocorre novamente. Se o discurso neo-udenista da oposição teve o efeito, nos setores conservadores, de acirrar o antipetismo, em setores progressistas teve o efeito colateral de tornar mais acirrado o antitucanismo e o antidemismo.
A estabilidade do segundo governo de um presidente que foi ameaçado de impeachment no primeiro mandato não é, portanto, um produto exclusivo de seu carisma. Ao mesmo tempo em que o governo incorporava ao mercado de consumo enormes levas de excluídos - e alienados - brasileiros, Lula e o PT reincorporavam movimentos sociais que haviam se descolado ao longo dos primeiros anos do primeiro mandato.
A aritmética desse processo político se expressa nos resultados das últimas pesquisas de opinião, amplamente favoráveis à candidata do PT à sucessão de Lula, a ex-ministra Dilma Rousseff. O discurso udenista estreitou o espectro político da oposição, ao mesmo tempo em que provocou uma reunificação numa esquerda divida por um governo excessivamente amplo, que contemplou interesses muito diversos aos defendidos originalmente pelo PT. O partido de Lula, que desde a derrota de 1998 ampliou o seu discurso em direção também ao centro ideológico, acabou sendo avalizado pelos próprios setores conservadores por cumprir as promessas de campanha feitas com a espada do mercado financeiro no pescoço. Não houve quebra de contrato.
Não é uma situação fácil para um candidato oposicionista. Em especial porque o primeiro governo de Lula, marcado por políticas econômicas ortodoxas, rachou também uma base de apoio que era originalmente tucana. O candidato do PSDB, José Serra, não pode acenar com mudanças nem à direita, nem à esquerda - à direita, afugenta a base tradicional tucana; à esquerda, provoca efeito de aproximação maior da base tradicional da esquerda com o PT.
Enquanto, pelo menos em período eleitoral, o PT consegue reunir sua antiga militância, o PSDB, ao se aproximar do discurso do DEM, tem perdido a sua. Alguns setores intelectuais de perfil social-democrata que estiveram na origem do partido até embarcam no discurso antipetista, principalmente em São Paulo, onde há uma polarização que está se tornando histórica, mas dificilmente se incorporam novamente à militância, ou voltam a ser quadros partidários.
Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras
E-mail: maria.inesnassif@valor.com.br

domingo, 15 de agosto de 2010

Globo apoiou a ditadura militar

Para quem tem súvidas, olhem a primeira página do jornal O Globo no dia seguinte ao golpe militar.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Institutos de pesquisa alertam que Dilma pode vencer no primeiro turno

Da Carta Capital

Pesquisadores concordes


 
Carlos Augusto Montenegro (foto), presidente do instituto de pesquisa Ibope, impressiona-se com a diminuição da vantagem de Serra em São Paulo. Leia a análise feita pelo colunista Maurício Dias das pesquisas que apontam para uma possibilidade real de Dilma vencer no primeiro turno. Foto: Agliberto Lima/AE
Sensus, Ibope e Vox Populi pela voz do seus diretores avisam: sim, Dilma pode vencer no 1º turno
Os três mais importantes institutos de pesquisa do País acertaram os ponteiros: Dilma Rousseff está à frente na corrida presidencial e, mais que isso, projeta a possibili-dade- de resolver a eleição já no primeiro turno.
Nas últimas duas semanas, a intenção de voto projetada pelo Vox Populi, Ibope e Sensus indica o crescimento da candidata do PT e, por outro lado, mostra a estagnação ou queda nos índices do candidato do PSDB.
A pergunta, então, irrompe contra as vontades estabelecidas: a eleição pode mesmo terminar no primeiro turno com a vitória de Dilma?
O colunista conversou com João Francisco Meira, do Vox Populi, Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, e Ricardo Guedes, do Sensus. Todos responderam “sim”, com maior ou menor ênfase.
Em março, durante reunião da Associação Brasileira de Pesquisas, Meira abalou a estabilidade bem comportada da reunião e anunciou que vários fatores projetavam a possibilidade de a candidata do PT se eleger no primeiro turno.
Ele agora consolida a posição: “Dilma pode ganhar no primeiro turno. Os fatores que informam a decisão do eleitor a favorecem amplamente. Eles existem há longo tempo e estão se consolidando de tal maneira que somente uma mudança radical alteraria isso. São cinco esses fatores: a satisfação da sociedade com a situação econômica; a satisfação com o governo; a admiração pelo presidente da República; a identidade partidária; e o tempo de antena, ou seja, a influência do rádio e da televisão na campanha eleitoral.
Para ele, o favoritismo de Dilma tirou até mesmo a competitividade da eleição.
Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, fala abertamente, pela primeira vez, sobre a possibilidade de a eleição ser decidida em um turno só e a favor de Dilma.
“A eleição pode terminar no primeiro turno. Mas essa resposta só pode ser dada com mais segurança duas semanas após o início do horário eleitoral. Os programas de rádio e televisão, além dos debates, com a repercussão que geram, podem provocar mudanças.
A possibilidade de Dilma vencer no primeiro turno existe. Ela está com todos os indicadores em alta e os resultados de intenção de voto nela no Sudeste são fundamentais para isso.
A virada em Minas, onde ela passou a ter 10 pontos de frente; a diferença de 19 pontos que abriu no Rio e, finalmente, a redução da vantagem que Serra tinha em São Paulo, que já foi de 25 pontos e hoje é de 11 pontos. “Isso pode determinar a vitória dela já no primeiro turno”, afirma Montenegro.
Ricardo Guedes, que divulgou nova pesquisa com Dilma 10 pontos à frente de Serra, diz que a hipótese de a petista vencer no primeiro turno “não pode mais ser desconsiderada”.
Guedes aponta um número fortíssimo da pesquisa nessa direção: ela tem 48,5% dos votos válidos. Muito próximo dos 50% (mais 1 voto) que decretariam a vitória no primeiro turno.
O representante do Sensus não acredita que o rádio e a televisão possam alterar essa tendência. Ao contrário, considera que o horário eleitoral aumentará a possibilidade de Dilma. E explica a razão: “O que hoje os eleitores do Sul e do Norte, do Leste, Oeste e Centro-Oeste conhecem em parte eles conhecerão na totalidade. Eu me refiro aos feitos de uma administração com aprovação extremamente elevada”.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Grande mídia está assassinando a liberdade de expressão

5 de agosto de 2010 às 11:11

Venício Lima: O efeito “silenciador” da grande mídia

Liberdade de expressão: o “efeito silenciador” da grande mídia
Venício Lima, na Carta Maior
Desde a convocação da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), em abril de 2009, os grandes grupos de mídia e seus aliados decidiram intensificar a estratégia de oposição ao governo e aos partidos que lhe dão sustentação. Nessa estratégia – assumida pela presidente da ANJ e superintendente do grupo Folha – um dos pontos consiste em alardear publicamente que o país vive sob ameaça constante de volta à censura e de que a liberdade de expressão [e, sem mais, a liberdade da imprensa] corre sério risco.
Além da satanização da própria CONFECOM, são exemplos recentes dessa estratégia, a violenta resistência ao PNDH3 e o carnaval feito em torno da primeira proposta de programa de governo entregue ao TSE pela candidata Dilma Roussef (vide, por exemplo, a capa, o editorial e a matéria interna da revista Veja, edição n. 2173).
A liberdade – o eterno tema de combate do liberalismo clássico – está na centro da “batalha das idéias” que se trava no dia-a-dia, através da grande mídia, e se transformou em poderoso instrumento de campanha eleitoral. Às vezes, parece até mesmo que voltamos, no Brasil, aos superados tempos da “guerra fria”.
O efeito silenciador
Neste contexto, é oportuna e apropriada a releitura de “A Ironia da Liberdade de Expressão” (Editora Renovar, 2005), pequeno e magistral livro escrito pelo professor de Yale, Owen Fiss, um dos mais importantes e reconhecidos especialistas em “Primeira Emenda” dos Estados Unidos.
Fiss introduz o conceito de “efeito silenciador” quando discute que, ao contrário do que apregoam os liberais clássicos, o Estado não é um inimigo natural da liberdade. O Estado pode ser uma fonte de liberdade, por exemplo, quando promove “a robustez do debate público em circunstâncias nas quais poderes fora do Estado estão inibindo o discurso. Ele pode ter que alocar recursos públicos – distribuir megafones – para aqueles cujas vozes não seriam escutadas na praça pública de outra maneira. Ele pode até mesmo ter que silenciar as vozes de alguns para ouvir as vozes dos outros. Algumas vezes não há outra forma” (p. 30).
Fiss usa como exemplo os discursos de incitação ao ódio, a pornografia e os gastos ilimitados nas campanhas eleitorais. As vítimas do ódio têm sua auto-estima destroçada; as mulheres se transformam em objetos sexuais e os “menos prósperos” ficam em desvantagem na arena política.
Em todos esses casos, “o efeito silenciador vem do próprio discurso”, isto é, “a agência que ameaça o discurso não é Estado”. Cabe, portanto, ao Estado promover e garantir o debate aberto e integral e assegurar “que o público ouça a todos que deveria”, ou ainda, garanta a democracia exigindo “que o discurso dos poderosos não soterre ou comprometa o discurso dos menos poderosos”.
Especificamente no caso da liberdade de expressão, existem situações em que o “remédio” liberal clássico de mais discurso, ao invés da regulação do Estado, simplesmente não funciona. Aqueles que supostamente poderiam responder ao discurso dominante não têm acesso às formas de fazê-lo (pp. 47-48).
Creio que o exemplo emblemático dessa última situação é o acesso ao debate público nas sociedades onde ele (ainda) é controlado pelos grandes grupos de mídia.
Censura disfarçada
A liberdade de expressão individual tem como fim assegurar um debate público democrático onde, como diz Fiss, todas as vozes sejam ouvidas.
Ao usar como estratégia de oposição política o bordão da ameaça constante de volta à censura e de que a liberdade de expressão corre risco, os grandes grupos de mídia transformam a liberdade de expressão num fim em si mesmo. Ademais, escamoteiam a realidade de que, no Brasil, o debate público não só [ainda] é pautado pela grande mídia como uma imensa maioria da população a ele não tem acesso e é dele historicamente excluída.
Nossa imprensa tardia se desenvolveu nos marcos do de um “liberalismo antidemocrático” no qual as normas e procedimentos relativos a outorgas e renovações de concessões de radiodifusão são responsáveis pela concentração da propriedade nas mãos de tradicionais oligarquias políticas regionais e locais (nunca tivemos qualquer restrição efetiva à propriedade cruzada), e impedem a efetiva pluralidade e diversidade nos meios de comunicação.
A interdição do debate verdadeiramente público de questões relativas à democratização das comunicações pelos grupos dominantes de mídia, na prática, funciona como uma censura disfarçada.
Este é o “efeito silenciador” que o discurso da grande mídia provoca exatamente em relação à liberdade de expressão que ela simula defender.
Venício A. de Lima é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Liberdade de Expressão vs. Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia, Publisher, 2010.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Serra é contra os trabalhadores

Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores
O candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa, nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo, sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores. A mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano.
A verdade
Seguro-Desemprego - Foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores.
FAT – Foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado.
Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988) - José Serra votou contra os trabalhadores:
a) Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo;
c) não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário;
d) não votou para garantir 30 dias de aviso prévio;
e) não votou pelo aviso prévio proporcional;
f) não votou pela estabilidade do dirigente sindical;
g) não votou pelo direito de greve;
h) não votou pela licença paternidade;
i) não votou pela nacionalização das reservas minerais.
Por isso, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), órgão de assessoria dos trabalhadores, deu nota 3,75 para o desempenho de Serra na Constituinte.
Revisão Constitucional (1994) - Serra apresentou a proposta nº 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição.
É por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogênio os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo.
As Centrais Sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura.

O retorno da beleza

Luciana Vendramini. Ainda muito linda.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dilma já passou Serra

Os institutos oficiais escondem as informações. Mas a verdade é que Dilma já passou Serra. O ex-governador paulista anda meio desesperado e não consegue esconder a sua angústia. Atira para todos os lados. Agora resolveu posicionar-se bem à direita e elogia o governo Uribe na Colômbia, que levou a guerrilha local a um impasse. Não cresceu e nem foi derrotada.
A pergunta que fica é: será que foi Uribe quem derrotou a guerrilha ou este tipo de ação - a luta armada - é uma coisa anacrônica na América latina de hoje?
Acho que a segunda hipótese seja a mais provável. Não foi Uribe quem derrotou a guerrilha. Ela foi derrotada pelas próprias contradições de um modo de fazer política que não cabe mais no continente.
Se as guerrilhas Colombianas fizessem um acordo para deposição das armas e partipação na política democrática, não tenho dúvidas de que rapidamente a direita seria derrotada na Colômbia - pela força dos votos.
Então Serra fala bobagens de uma pessoa desesperada e se afasta da racionalidade, que poderia contribuir para avançar a consciência política no Brasil e na América Latina. Mas a fome de poder o afasta desse propósito e a cada dia ele fica mais distante daquele economista progressista que deu aulas na CEPAL. Ele vai se parecendo cada vez mais com Fernando Henrique Cardoso, que um dia pediu para esquecerem do que ele escreveu. Tal pai tal filho.

Quase pulei a sexta

Sakira arrebenta na África do Sul. Linda.


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Quinta é feriado e Viviane traz o sol

Serra desesperado

Serra entrou em desespero. Agora deu pra atacar gratuitamente o presidente da Bolívia, Evo Morales, e falar de um dossiê. Os tucanos possuem um notável complexo de perseguição. Serra transformou uma ação de defesa do comitê da Dilma, de onde estavam vazando informações em um ataque contra eles.
Acho que já perceberam que vão perder a eleição, assim já estão criando factóides para tentar um segundo turno na justiça - sim, porque Dilma pelo jeito ganha de primeira, não vai ter jogo de volta.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O que o mundo pensa de Lula

Le Monde:

É Lula pra cá, Brasil pra lá! O mundo se agita com as declarações do presidente brasileiro e com as façanhas não somente futebolísticas de seus compatriotas.
Vimos Luiz Inácio Lula da Silva repreendendo a Alemanha por sua hesitação em salvar a Grécia, e oferecendo sua mediação no conflito entre Israel e Palestina.
Vimo-lo tentando, junto com os turcos, arrefecer a questão nuclear iraniana, e apoiar os argentinos em seu conflito contra os britânicos a respeito das Ilhas Malvinas e seu petróleo.
Mas “o homem mais popular do mundo”, segundo Barack Obama, não se apoia somente em seu carisma para falar em alto e bom som. Ele representa um Brasil em plena forma que, após uma depressão causada pela crise, segue de perto a China e a Índia em termos de crescimento.
A Petrobras, grupo petrolífero que é a empresa mais lucrativa da América Latina, a Vale, líder mundial do ferro, a Embraer, que poderá muito bem superar a Boeing e a Airbus em breve no setor de aviação, são apenas alguns dos orgulhos de uma economia industrial de primeira ordem.
No setor agrícola o crescimento é comparável, e valeu ao Brasil o título de “celeiro do mundo”. Soja, açúcar, etanol, café, frutas, algodão, frango, etc. fazem dele um concorrente temível para os produtores europeus.
Foi em 2008 que o Brasil se deu conta de suas capacidades econômicas. Até então, ele negociava com a Organização Mundial do Comércio, mas de maneira um tanto tímida. A crise que veio dos Estados Unidos e o colapso da produção industrial dos chamados países desenvolvidos o persuadiram de que era hora de partir para a ofensiva.
Agora é o Brasil, representado de forma brilhante por seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que mais pressiona por uma conclusão das negociações da Rodada Doha. Em comparação, os Estados Unidos parecem presos em um protecionismo de outros tempos.
Menos temido que a China ou a Índia, de populações na casa dos bilhões, mais respeitado que uma Rússia dependente de suas matérias-primas, o Brasil é o verdadeiro porta-voz dessas economias emergentes que puxam o crescimento mundial. Com o eixo econômico do mundo se deslocando para o Sul, ele pode com razão exigir que aqueles que estão substituindo os países do Norte sejam mais bem representados nas instâncias internacionais, a começar pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem esquecer o Conselho de Segurança da ONU, no qual o Brasil almeja uma cadeira de membro permanente.
Porque “o século 21 será o século dos países que não tiveram sua chance”, e por ele acreditar estar “na metade de [sua] carreira política”, Lula, 65, poderá se candidatar ao secretariado geral da ONU em 2012. Ele também deverá lutar para melhorar o G20, cuja influência ele considera “muito pequena”.
Continuaremos a ouvir falar do ex-metalúrgico, amigo das favelas e dos investidores. Continuaremos a ouvir falar de um Brasil no despontar de seus “trinta anos gloriosos”.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Obana don´t give peace a chance.

Obama não quis dar uma chance à paz. Preferiu manter a velha política externa arcaica norte-americana do "grande porrete" ou a diplomacia das canhoneiras, uma característica do velho imperialismo criado pelas potências européias, herdado depois da segunda guerra pelos Estados Unidos. É o mesmo tipo de imperialismo que levou a Inglaterra à Guerra do Ópio, contra a China, no século XIX.
Isso leva Lula e os dirigentes dos países emergentes e em desenvolvimento a desconfiar do presidente estadunidense, que segundo eles diz uma coisa e faz outra.
De fato, Obama surgiu como uma esperança de mudança para milhões de pessoas, no seu país e no mundo, mas hoje ninguém tem dúvidas de que ele é um engodo. As mudanças que prometeu fazer nos Estados Unidos acontecem atrofiadas, com um alcance muito menos do que o esperado.
Alguns dizem que o presidente dos Estados Unidos se rendeu ao poder da elite econômica do seu país e hoje é um eunuco político. Outros supõem que ele nunca pretendeu mudar com sinceridade, não passando de mais uma cria do sistema industrial\financeiro\militar que domina seu país.
Ambas as possibilidades denunciam a deformação da democracia mais antiga do mundo, que é profundamente distorcida pelo poder dos que possuem muito dinheiro. A democracia norte-americana existe nas cidades, nos condados e eventualmente nos pequenos estados, sendo atrofiada á medida em que sobe aos escalões mais altos do poder.  
Friedman, no seu recente livro "Quente, plano e populoso", denuncia como uma das causas do declínio americano a corrosão da democracia estadunidense. para ele, os eleitores votam, depois vão cuidar das suas vidas, enquanto os lobyes vão cuidar dos seus interesses nos corredores do poder, no congresso e na Casa Branca.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ação e reação

O Brasil jogou limpo nd Diplomacia, Pela Paz, O Que É Diferente da Hipócrita Diplomacia das "potências" ocidentais, fingem negociar Que, Fazer Para a guerra. O Iraque e Uma Lembrança triste disso. Mentiram Sobre as Armas de destruição em massa, inslar n Tropas Toda desestabilizam Que uma Região.


A discussão Sobre o secundário, Que reconheço Que me precipitei e errei, Apenas servir o principal parágrafo camuflar, Que É uma das Intenção colonial os tais "potencias", NA Verdade Que Não Querem de fato contribuir n. O avanço da democracia Irã não. Quantaz Vezes uma gente VIU UM história nd Governo autoritário conseguir Legitimidade Alguma, contra Uma agressão externa. Lembram da Argentina Malvinas NAS? Em hum primeiro momento, OS generais conseguiram o Apoio popular, Que se esvaiu com uma Derrota. Se o Irã para a paz em deixado, Seu Próprio povo ira fortalecer A SUA democracia, Levando líderes Mais esclarecidos Poder AO. Não é fácil, o Caminho Será Cheio de Armadilhas, Mas sem ressentimentos SO UM Por gerados permanente estado de Tensão e de ameaças, Aquele grande País encontrará o Seu Caminho.

O Mesmo pode-se Dizer dos demais Países Arabes e islâmicos. DEPOIS de anos de colonialismo disfarçado OU direto, Aquela civilização (Que Já Foi Mais uma brilhante do Mundo e Foi Responsável Pela Preservação do Conhecimento Clássico) desenvolveu UM imenso grau de desconfiança e ressentimento contra OS Interesses "ocidentais". Fredman, não Interessante Seu livro, "Os Próximos 100 anos", revela Que EXISTE Uma Intenção deliberada da Política externa norte-americana de manter uma Política instabilidade nenhuma Médio Oriente, parágrafo facilitar o controle das fontes de Energia da Região. Foi essa política internacional herdada do colonialismo inglêsI, Que Até o final da era Segunda Guerra Mundial uma Potência dominar Naquela área do globo.

A Instalação do Estado de Israel Na região, da forma como foi Feita, com uma súbita e Ocupação de terras Violenta das Populações Nueva Palestina Viviam Que nenhum local Aumentou o ressentimento dos muçulmanos contra os "ocidentais". Essa sensação Foi Uma aprofundada em guerra semi-colonial movida Pela Inglaterra e França, contra o Egito, em 1956, com Apoio de Israel, parágrafo obter o controle do Canal de Suez. Foi a partir desse ato de pirataria, duramente criticado, inclusive Maiores Pelas potencias da época, EUA e União Sovietica, Que o nacionalismo árabe comecou anti-ocidental uma Crescer. Contribuiu parágrafo isso uma benevolência dos ESTADOS UNIDOS, Atuou para quê interromper o Ataque Anglo-Francês, Mas DEPOIS SE COM OS condescendente Mostrou Europeus Dois Países e Israel. O resultado foi o Crescimento do nacionalismo árabe, Que Não tinha, na época, Islâmica de coloração, e do anti-ocidentalismo. Isso Levou AO Crescimento da Influencia Sovietica Na região, Que Chegou principalmente na forma de Armas Para os exércitos do Egito e da Síria, como assim da Argélia e Iraque.

A principal base norte-americana da Região Passou um IRA o SER, governado com Mão de Ferro Pela Dinastia Pahlavi. Em 1953, Por Iniciativa do então Primeiro Ministro Mohammed Mossadeghv, o País OS nacionalizar Tentou Ativos da Companhia de Óleo Anglo-Americana, principal Fonte de reursos do IRA. A CIA articulou Mossadeghv UM golpe contra, Que Foi deposto e preso. A partir de então o Xá Mohammad Reza Pahlavi Passou um País com o governador Poderes ditatoriais e Mão de ferro. Qualquer perseguida era OPOSIÇÃO, fossem Comunistas, Democratas Religiosos ou. A insustentável Ficou situação, sem final de década de 70, comeu Que em 1979, como Oposições se uniram AO clero xiita, ramo de islamismo seguido maioria da População, parágrafo derrubar uma Monarquia.

A civilização da Explosão das Tensões sociais contidas Pela Força, Durante décadas, provocou Uma série de exageros do Ponto de vista da democracia e, Como um Ocupação da Embaixada noste-americana. Mas, e importante ressaltar que Imediatamente após deposição do Xá, OS ESTADOS retiveram Unidos Bens de Propriedade iraniana. No final, o impasse Foi resolvido com uma Libertação dos reféns nd Embaixada em Troca da Liberação dos Bens retidos Pelo Governo norte-americano.

Na seqüência, logo no ano seguinte, em 1980, o País invadido Foi Pelo Iraque, Que Na época estava alinhado com o ocidente. Sob o BOMBARDEIO de Armas ocidentais, o povo inaniano Considerou Que Mais Aquela era Uma agressão dos Países do ocidente, Sendo o Iraque Titere Apenas UM. Certamente isso n contribuiram como Frequentes Viagens de Autoridades norte-americanas AO Iraque Durante a guerra Que tão Terminou em 1988, DEPOIS Quase Fazer Vítimas de 800 mil.

Durante todo esse período, o Irã Ainda TeVe Que hum enfrentar Bloqueio econômico Imposto Por Iniciativa DOS ESTADOS UNIDOS, O Que provocou mortes Por Falta de Alimento e remédios, inclusive de milhares de Crianças. O brloqueio rompido Acabou assim, nenhum episódio conhecido Como Irã-Contras, Quando um CIA patrocinou a venda de Armas e Outros Bens Para o País, com o Objetivo de Financiar OS guerrilheiros lutavam contra o Que nd Governo sandinista da Nicarágua.

Todos Esses fatos impediram UM prosseguimento natural do Processo Político sem IRA. Nem mesmo, QUANDO UM Líder religioso moderado Foi eleito Para a presidencia, Ali Hashemi Rafsanjani, como "potências" ocidentais dram tregua AO País, boa parte Que o Levou um duvidar da População das Propostas mais "" ligth, o propunham que "Diálogo das civilizações ". O resultado foi uma eleição do Linha dura Mahmoud Ahmadinejad, Líder populista um, com menor preparo do Rafsanjani que. Sua eleição representou retrocesso claro um, Mas foi o reflexo de Pressão Uma extrema Por parte dos países "ocidentais", um soluço Liderança norte-americana.

O Que Querem Pessoas como Bem de E Que deixem o povo iraniano Seguir o Caminho Seu. Com o tempo, hum povo Herdeiro de Uma história brilhante e milenar Sabera resolver OS SEUS Problemas próprios.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

POR UM NOVO MUNDO

Há muito por trás das críticas dos países centrais (Estados unidos e União Européia) feitas ao acordo firmado entre Irã e a Turquia, que foi chancelado pelo Brasil. Estes países, que durante muito tempo comandaram os destinos do planeta através da força, ainda se consideram os “donos“ do mundo.


Entre os aspectos mais importantes do que está oculto na intenção das “potências” mundiais, há a tentativa de manter o monopólio nuclear. É bom lembrar o maior arsenal atômico utilizável dos dias atuais está em mãos desses países. Contando com os arsenais dos Estados Unidos, Inglaterra e França, há mais de seis mil ogivas nucleares prontas para disparo.

A Rússia tem um número semelhante de artefatos, mas dificilmente a maior parte deles está em boas condições, em função dos problemas políticos e econômicos que o país atravessou, depois da extinção da União Soviética. China, Índia e Paquistão não detêm mais do que umas trezentas ogivas e o outro país nuclear é Israel, que no jogo internacional joga no time da aliança Europa e Estados Unidos.

Mesmo que esses países sofram o declínio relativo das suas economias frente aos emergentes, eles poderão manter o seu poder mundial através da ameaça militar. Aliás, 90% do poder militar do mundo estão nas mãos da OTAN.

Esse panorama desequilibra o mundo. Coloca as outras nações em um estado de permanente ameaça, mesmo que na propaganda oficial os países centrais tentem se colocar como “responsáveis”, ou seja, paternalisticamente dizem ao resto do mundo que eles saberão usar bem o seu poder.

Trata-se de uma falácia, pois nunca o emprego de um artefato nuclear será uma ação responsável. Sempre será um crime, como foi quando os norte-americanos lançaram as duas bombas sobre o Japão. Dois atos criminosos contra a humanidade, que deveriam ser julgados por um tribunal internacional.

Portanto, o simples fato de armazenar armas nucleares demonstra a má fé dos seus proprietários e por si só já um crime contra a humanidade. Se houvesse responsabilidade desses países, eles seriam os primeiros sugerir acordos, fiscalizados por uma comissão de países independentes, inclusive do Conselho de Segurança da ONU, que, como todos sabem, é dominado pelos vencedores da Segunda Guerra Mundial.

Sem o desarmamento, pressionar o Irã é hipocrisia. Na verdade é o alinhamento a intenções históricas da aliança que hoje domina o mundo e que pretende estabelecer alguns fatos irreversíveis no oriente médio: a hegemonia militar de Israel, a manutenção dos países árabes em um estado semi-colonial e o controle das principais fontes de petróleo do planeta.

Esse último propósito estratégico das potências centrais acende uma luz vermelha no horizonte estratégico do Brasil. Provavelmente os Estados Unidos já desenvolvem estratégias para controlar as ricas jazidas petrolíferas do pré-sal. Essa ameaça só estará afastada em longo prazo, se o Brasil e seus parceiros emergentes conseguirem criar uma nova ordem mundial multipolar e na qual o uso da força, por quem for, seja visto como um crime contra a humanidade.

A imprensa brasileira se posiciona, na sua maioria, contra a estratégia brasileira, que visa a paz e os acordos, porque as principais empresas brasileiras do setor são comandadas por capitalistas, que privilegiam seus lucros à qualquer idéia de projeto nacional. Para eles o que é importante é a sua conta bancária e não o Brasil se afirmar como um país capaz de oferecer bem estar e esperança para o seu povo.

Esta é a mesma razão que leva gente como Piñera, recém eleito no Chile, a se alinhar com a ordem mundial. Ele é acima de tudo um capitalista interessado em lucros. Para garantir o aumento de sua conta bancária, ele não terá dúvidas em governar para atrofiar as forças produtivas do seu país, se isso garantir o aumento de sua conta bancária.

Lula e o Irã

O Brasil inaugurou uma nova etapa das relações internacionais, onde a ameaça e o desejo de submissão são substituídos pelo respeito e a honestidade. Isso é muito novo e difícil de ser entendido pelos Estados Unidos, Europa Ocidental e Israel, que estão viciados na violência, na guerra e na prepotência.
Esses países nunca pretenderam nenhum acordo com o Irã. A intenção deles era simplesmente a rendição daquela civilização milenar.
Lula quebrou uma prática de poder que já dura séculos.

domingo, 16 de maio de 2010

Governo Turco diz que Lula conseguiu acordo histórico

O ministro de Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse neste domingo que foi alcançado um acordo entre Irã, Turquia e Brasil sobre a troca de combustíveis nucleares, decisão que pode por fim à disputa com o Ocidente sobre o programa nuclear do Irã. Quando questionado por jornalistas em Teerã se haveria um acordo sobre a troca de combustível, ele respondeu: "Sim, isso foi alcançado após quase 18 horas de negociações".

Marina e a direita

Marina Silva definitivamente assumiu seu papel de inocente útil da direita. A trajetória dela é comum a muitos militantes, ativistas e políticos formados pela igreja. No processo de formação dos quadros da igreja católica, não há uma preparação verdadeiramente socialista. Em geral o pessoal que vem de estruturas como as pastorais possuem limitadíssima compreensão racional da política. São movidos muito mais pelo moralismo, o basismo e a emoção exacerbada. Por isso, são voluntariosos, têm pouca visão estratégica, tendem a análises maniqueístas e dificilmente compreendem o processo histórico.
Como tendem a acreditar em milagres, acham que uma pessoa pode mudar o mundo. Emboram não saibam bem o que fazer com o mundo mudado. Confundem moralismo com ética. Assim é comum que seus governos descambem para o autoritarismo. Mas, achando que são ungidos por Deus, mesmo quando fazem alianças esquisitíssimas, a exemplo da que fez Marina Silva com empresários que nunca demonstraram qualquer compromisso com mudanças profundas no mundo e nem entendem que na questão ecológica o buraco é mais acima. Muitos do empresários e "intelectuais" conservadores que apoiam a candidata eram até ontem apoiadores dos partidos de direita no Brasil.
Para piorar a sua formação, Marina ainda adotou o credo evangélico, que deixou de ser uma coisa progressista desde a morte de Calvino. Hoje os evangélicos são mais conservadores do que os católicos. Desse jeito, Marina não será nem mesmo uma nota de pé de página dos livros de história.