A maioria dos jornalistas brasileiros é miserávelmente despreparada, mesmo quando são figuras conhecidas e importantes nos seus veículos. Exemplos são a Mirian Leitão que é risível nos seus comentários sobre economia, pois não passa de uma espécie de papagaio repetidor das bobagens dos economistas mauricinho-neo-liberais, estilo Armínio Fraga e Eduardo Gianetti.
Como diz Bresser Pereira, os economistas neo-liberais são um desastre. Com a crise eles ficaram, no mínimo, obsoletos.
Tem também o Boechat, um colunista social promovido a "âncora", que quer falar de tudo e não entende nada.
Eles e muitos mais representam os preconceitos e o cinismo da classe média alta brasileira, um pessoal que tem dinheiro pra comprar revistas e os produtos da publicidade. Por isso esses veículos vendem.
Porém, não é esse o assunto deste post. A intenção é comentar as idiotices que sairam na imprensa sobre a viagem do presidente Lula ao Oriente Médio. É perceptível a intenção de desqualificar a viagem, sob o argumento de que o Governo Brasileiro não poderá ser aceito como interlocutor, pois é alinhado com o Irã. Argumentam também que o presidente "deveria conhecer mais sobre o conflito, antes de se meter no assunto" (plavras de Ricardo Boechat, na rádio BandNews).
É evidente que nehum deles entende bem do assunto, não sabe por exemplo que o problema tem raízes na Idade Média, com as cruzadas e foi agudizado com o colonialismo mais recente. O estado de Israel, para muitoa árabes, é a ponta de lança do colonialismo ocidental.
Qualquer pessoa de cultura médiana pode entender que um país, como o Brasil, que foi colônia e vítima do colonialismo, pode despertar muito mais confiança nos países árabes.
Já os israelenses, por um lado, mantém uma relação econômica crescente e altamente lucrativa com o Brasil. Praticamente todo o desenvolvimento de alta tecnologia das forças armadas brasileiras é comprado do estado judeu. De outro lado, a sociedade israelense é extremamente complexa e dividida. O país foi fundado por uma geração de grandes figuras, na maioria europeus que fugiam no nazismo. Os principais políticos responsáveis pela criação de israel são socialistas de imensa dignidade e equilíbrio. Eles foram à guerra, obrigados pelas circunstâncias, às vezes de forma implacável, mas sempre buscaram a paz.
O Brasil fala para essas pessoas que querem a paz em Israel. No entanto, o governo brasileiro também precisa estar consciente de que parte da liderança judaica não quer a verdadeira estabilização da situação, seja por motivos econômicos - a guerra gera lucros - como por estarem alinhados à política fundamental dos Estados unidos para a região: manter um permanente estado de instabilidade.
Quem já leu George Friedman entende esta política norte-americana. Friedman foi funcionário de alta patente do Departamento de Defesa dos EUA e participou de vários episódios importantes da história recente. Hoje é sócio de uma empresa especializada em temas estratégicos. No livro que lançou recentemente, "Os próximos 100 anos", ele explica que os Estados Unidos não invadiram o Iraque porque querem paz, eles estão lá para cultivar a instabilidade na região. Com isso mantém o controle regional, por um custo final relativamente barato.
O Brasil não está incluído nessa equação, de estender uma mão, com um punhal escondido na outra. O país tem a confiança dos árabes e Lula cativa os líderes socialistas judeus, que representam metade da população do país. Além disso leva nas mãos boas oportunidades de comércio com o Mercosul, para todos os países da região. É muito mais do que podem oferecer os países do G7, que monopolizam as negociações, sempre sob suspeita de interesses escusos.
De fato, o Brasil é novidade, só não vê quem está mal intencionado ou sofre de uma profunda síndrome de vira-latas.
Política, comunicação social, inovações, idéias, esportes e entretenimento. O tudo e o nada.
quarta-feira, 17 de março de 2010
IBOPE suspeito
Saiu mais uma pesquisa IBOPE. O instituto tem sido, nos últimos anos, alvo de questionamentos. Várias redes de TV questionam a isenção da empresa para realizar o monitoramento da audiência no Brasil. Cada ponto de liderança indicado pelo IBOPE vale milhões em compra de espaço para publicidade.
A suspeita é de que o instituto é alinhado de uma maneira estranha com a Rede Globo. Há movimentações no mercado para quebrar o monopólio da empresa de pesquisa no setor.
Na política também há dúvidas, principalmente porque quem está na política no país nos últimos 30 anos sabe que o IBOPE "vende" resultados de pesquisa. Já presenciei um episódio no qual o instituto ofereceu um resultado melhor, para um político na campanha à prefeitura de uma grande cidade do interior de Minas Gerais.
Em resumo: o resultado possivelmente é melhor para Dilma Rousef.
A suspeita é de que o instituto é alinhado de uma maneira estranha com a Rede Globo. Há movimentações no mercado para quebrar o monopólio da empresa de pesquisa no setor.
Na política também há dúvidas, principalmente porque quem está na política no país nos últimos 30 anos sabe que o IBOPE "vende" resultados de pesquisa. Já presenciei um episódio no qual o instituto ofereceu um resultado melhor, para um político na campanha à prefeitura de uma grande cidade do interior de Minas Gerais.
Em resumo: o resultado possivelmente é melhor para Dilma Rousef.
terça-feira, 16 de março de 2010
GRANDE MÍDIA JOGA A VERDADE NO LIXO CONTRA LULA
Jornalista publica artigo no qual desvenda a estratégia articulada da grande mídia, para desestabilizar o governo Lula. Impressionante. Vejam texto abaixo.
“Tempestade no Cerrado”: é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de Março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium.A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo.
Liderada pelo general norte-americano Norman Schwarzkopf, a ação militar destruiu parcela significativa das forças iraquianas. Estima-se que 70 mil pessoas morreram em decorrência da ofensiva.
A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores.
A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.
As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.
1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.
3) Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.
4) Elevar o tom de voz nos editoriais.
5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.
6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.
8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.
Quem está por trás
Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral. É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado.
A tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo. Almeida escreveu Por que Lula? e A cabeça do brasileiro, livros que o governador de São Paulo afirma ter lido em suas madrugadas insones.
O conteúdo
As manchetes dos últimos dias revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda. Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU. Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009. Criam deturpações numéricas.
A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso. Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas.
O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis. Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada.
A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses. A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.
Além dos deturpadores de números, a Folha recorre aos colunistas do apocalipse e aos ratos da pena. É o caso do repórter Kennedy Alencar. Esse, por incrível que pareça, chegou a fazer parte da assessoria de imprensa de Lula, nos anos 90.
Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia.É o caso da “bomba” requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai “admitir” (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão.
Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia.É o caso da “bomba” requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai “admitir” (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão.
Crimes anônimos na Internet
Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.
Dunga insiste na burrice
Dunga revela que não tem estatura de líder. Bate o pé na "decisão" de não convocar Ronaldinho. Pessoas próximas ao treinador garantem que ele se recusa a levar o atacante gaúcho, porque não quer parecer ter sido "derrotado" pela imprensa brasileira.
Um absurdo que mostra a pequena estatura do técnico. Os grandes líderes levam em conta as opiniões alheias de uma maneira mais positiva e não temem um recuo, pois sabem que o importante é o resultado.
Mao Tse-tung, o criador da República Popular da China utilizou na sua estratégia vencedora o conceito de um passo atrás, dez à frente. Ele sabia que às vezes recuos são necessários, para assegurar a vitória final.
John Keegan, professor da prestigiada Real Academia Militar de Sandhurst, considera a Guerra popular Prolongada, criada por Mao, a contribuição mais importante para a estratégia no sáculo XX. É uma estratégia na qual pequenos recuos preparam grandes vitórias.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Eco-mauricinhos com Marina
Marina Silva apreserntou o núcleo de sua equipe nas páginas da Folha de São Paulo, como não poderia deixar de ser. O jornal paulista é entusiásta da candidatura da senadora, pois avaliam que ajuda o cadidato oficial do veículo: Zé Serra.
Independente disso, os "apoiadores" da ex-ministra revelam a enorme distância que separa Marina de sua história. O núcleo da campanha é constituído por eco-mauricinhos, que só conhecem a natureza por eventuais escapadas nos fins de semana, quando entram em áreas verdes a bordo de jipões, estilo SUV, calçados em botas Diesel, com calças jeans de grife e chapeus panamá. Na verdade, a maioria dos eco-mauricinhos da Marina nem mesmo conhece algo além da "selva de pedra" das grandes cidades e tem na ecologia apenas mais um discurso de marketing para ganhar mais dinheiro.
Marina renegou os ideais que compartilhava com Chico Mendes.
Independente disso, os "apoiadores" da ex-ministra revelam a enorme distância que separa Marina de sua história. O núcleo da campanha é constituído por eco-mauricinhos, que só conhecem a natureza por eventuais escapadas nos fins de semana, quando entram em áreas verdes a bordo de jipões, estilo SUV, calçados em botas Diesel, com calças jeans de grife e chapeus panamá. Na verdade, a maioria dos eco-mauricinhos da Marina nem mesmo conhece algo além da "selva de pedra" das grandes cidades e tem na ecologia apenas mais um discurso de marketing para ganhar mais dinheiro.
Marina renegou os ideais que compartilhava com Chico Mendes.
terça-feira, 9 de março de 2010
Oportunidade de negócios na érea da comunicação
Parece que mais uma vez os grandes veículos de comunicação serão derrotados. Dilma cresce e Serra cai, mesmo apoiado há mais de quatro anos por uma imprensa agressiva e virulenta. Os grandes veículos brasileiros, tendo á frente a revista Veja, o jornal Folha de São Paulo e o Globo, fulminaram até mesmo figuras próximas ao governador paulista, como seu concorrente de partido, o mineiro Aécio Neves Cunha.
Contra todos esses veículos poderosos, e mais outros, como a Rede Band, o Estadão e O Globo, é surpreendente a boa posição da ministra. Mais uma vez os brasileiros mostram que estão se lixando para a opinião da imprensa.
Este cenário denuncia também a fragilidade da imprensa brasileira. Há oportunidade para uma nova proposta comercial nesta área. Quem entrar com o foco certo; não só em termos políticos, mas também formais e estéticos; vai rapidamente atropelar a envelhecida imprensa brasileira.
Contra todos esses veículos poderosos, e mais outros, como a Rede Band, o Estadão e O Globo, é surpreendente a boa posição da ministra. Mais uma vez os brasileiros mostram que estão se lixando para a opinião da imprensa.
Este cenário denuncia também a fragilidade da imprensa brasileira. Há oportunidade para uma nova proposta comercial nesta área. Quem entrar com o foco certo; não só em termos políticos, mas também formais e estéticos; vai rapidamente atropelar a envelhecida imprensa brasileira.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Inaugurada obra inutil
Com uma festa brega, na qual não faltou nem mesmo Fafá de Belém cantando o Hino Nacional, Aécio fez uma festa para inaugurar uma obra inútil - o novo Centro Administrativo do governo mineiro. O governador alega que a obra traz economia. Mas cálculos feitos por economistas mineiros revelam que o pagamento dos juros do empréstimo contraído para financiar o sonho faraônico vão custar muito mais do que a possível economia. Minas Gerais deve muito mais hoje do que quando Aécio entrou para o governo. Talvez seja por isso que se instalou uma polêmica na UFMG: se a obra é a Disneylandia do Aécio ou se é o Sítio do Picapau Amarelo. No último caso, a explicação é uma maldade; lá tem o pó e a Tia Anastásia.
A coisa mais surpreendente do Brasil
A coisa mais surpreendente do Brasil de hoje é que Ministra Dilma Roussef está empatada na disputa eleitoral com José Serra; mesmo depois de quatro anos de campanha intensa para o Governador paulista, feita explicitamente pelos veículos de comunicação mais poderosos do país, como Folha de São Paulo, revista Veja, Organizações Globo, Grupo Band, Estadão, e outros menos expressivos. Quem entende de pesquisa sabe que a situação de Serra é difícil, pois o que é mais importante em uma sondagem de opinião pública são as curvas das séries históricas dos candidatos. A de Serra tem perfil declinante, enquanto a Ministra sobe a cada nova pesquisa.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Grosseria do Aécio
Rompendo uma tradição da política mineira - marcada por personalidades finas, elegantes e sofisticadas, como Juscelino Kubitschek, José Maria Alkmin, Milton Campos, Pedro Aleixo, Artur Bernardes, José Aparecido, Tancredo Neves e muitos outros - o governador Aécio Neves cometeu uma grosseria que depõe contra a sua imagem. Ele não convidou a mineira Dilma Roussef, Ministra da Casa Civil do Governo Federal, para a inauguração da nova sede da administração pública de Minas Gerais. Aécio disse que não convidou a ministra, porque ela não tem ligações com o Estado. A emenda ficou pior do que o soneto, pois Dilma é mineira, nascida em Belo Horizonte e morou no Estado, até ser obrigada a fugir pela ditadura militar.
Atitude pequena e mesquinha do governador mineiro.
Atitude pequena e mesquinha do governador mineiro.
terça-feira, 2 de março de 2010
Dunga insiste em continuar burro. Tem pessoas que não evoluem com a experiência. Todas as seleções brasileiras que ganharam contaram com um craque. Até mesmo o mediocre time de 1994, no qual o atual técnico do Brasil jogou, contava com o genial Romário. Na seleção atual, caso o técnico continue insistindo nos seus conceitos limitados e não leve Ronaldinho, vamos sem um craque. Kaká é um ótimo atleta, mas está longe de ser um craque.
Achar que ganhar a Copa América, a Copa das Confederações ou chegar em primeiro nas eliminatórias sinaliza vitória na Copa é uma miopia de quem não se preocupa em conhecer a história da principal disputa mundial. A Copa é única nas suas particularidades.
Achar que ganhar a Copa América, a Copa das Confederações ou chegar em primeiro nas eliminatórias sinaliza vitória na Copa é uma miopia de quem não se preocupa em conhecer a história da principal disputa mundial. A Copa é única nas suas particularidades.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
ABERTURA
Este site foi criado para circular idéias não conformistas. Idéias novas e pontos de vista fora do padrão ortodoxo da mídia tradicional, conservadora e controlada por interesses meramente econômicos.
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