terça-feira, 11 de maio de 2010

Dunga, coerente e previsível

Juca Kfuouri disse uma coisa brilhante: a coerencia do Dunga não é com o povo brasileiro, mas com os seus comandados. E eu acrescento com os comandados que lhe abaixam a cabeça.
Agora, a coerencia de Dunga é  previsibilidade. Nunca vi vitória em nenhum jogo difícil com previsibilidade. Todos os outros times estão estudando o Brasil. Na Copa a dificuldade dos jogos será outra. Não será essa baba que foi a Copa América ou as eliminatórias, quando o Brasil enfrentou times montados às pressas com jogadores recém chegados dos campeonatos europeus. As duas únicas seleções que levaram à sério Copa das Confederações, além do Brasil, foram África do Sul e os Estados Unidos, orgulhosos de enfrentar os melhores do mundo.
Na Copa, todo mundo sabe que as coisas serão diferentes. Argentinos, franceses, italianos, ingleses e espanhóis chegarão babando. Sem contar as possíveis surpresas. Aposto na Sérvia, Holanda, Nigéria e Portugal.
A Sérvia sempre formou bons times, desde que era Iuguslávia, porém fracassavam nos mundiais. Eles têm a tradição de priorizar seus empregos nos times. Mas passei por aquela esquina do mundo há dois anos e pude ver um nacionalismo exacerbado.
A Holanda está devendo há várias copas. Vai chegar o momento em que vai encaixar.
Portugal é um dois únicos times que vão entrar em campo com um craque acima de qualquer suspeita, Cristiano Ronaldo. O outro é a Argentina de Messi.
Pela história das copas, dá para prever, que se seus companheiros ajudarem, Cristiano e Messi podem levantar a taça.

Vou de Holanda

Dunga é absolutamente previsível. A seleção convocada não é a do Brasil, mas do Dunga.
Tem a cara do técnico: só dá jogador esforçadinho ou grosso. Inteligência para organizar o time em campo, zero. Nenhuma esperança de um lampejo de gênio de impresibilidade. Futebol manjado, que todos os outros times já estão cansados de conhecer. Com o material humano convocado, não há esperança de mudança, de insight.
Não dá para torcer para aquilo, não tem nada haver com o Brasil. Vou de Holanda.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Serra será um retrocesso pior do que FHC

Lula passou todo o seu mandato sem intervir de forma alguma no Banco Central. Serra já indica que não fará o mesmo. Ele tem formação stalinista. No seu governo é de se esperar chumbo grosso. A Petrobrás estará ameaçada, mesmo sendo considerada mais competente do que as grandes multinacionais do petróleo mundial. Ele vai inibir os bancos oficiais e privilegiar a banca privada, mesmo depois da lambança feita pelos grandes banqueiros (a propósito, os gregos estão certos, "os banqueiros é que deviam pagar a conta da crise").
Ele já reduziu os programas sociais em São Paulo e é uma ameaça para os projetos de desenvolvimento social do governo federal.
Serra é o cara que quer acabar com o poder de compra dos brasileiros, que pretende favorecer o grande capital agrário (emtenda-se latifundios). Ele quer o Brasil como um protetorado dos Estados Unidos.
Além de tudo, Serra é feio pra caramba e muito mal humorado. ele tenta fingir que está sorrindo, mas não engana ninguém.

domingo, 9 de maio de 2010

Mis Brasil é mineira

Déborah Lira

Grande mídia brasileira é lixo

Marcos Coimbra - Especial para o EM
Publicação: 09/05/2010 13:42 Atualização: 09/05/2010 13:51


Enquanto a grande maioria da população dá sucessivas mostras de estar satisfeita com o governo, continua a existir uma parcela da opinião pública que não. Dentro dela, há quem tenha alguma simpatia por Lula e até enxergue virtudes em seu trabalho, admire sua trajetória ou ria de suas tiradas. Mas não gosta do governo e, quase sempre, tem ojeriza ao PT. São aqueles que aceitam o presidente, mas não querem que sua turma permaneça.

A existência desse tipo de sentimento fica clara nas comparações entre a avaliação do governo e o desejo de continuidade. Nas pesquisas, a proporção dos que o aprovam enfaticamente, dizendo que é “ótimo” ou “bom”, anda na casa dos 75%, e há outros 20% que o consideram “regular”. Somados, beiram os 95%, o que deixa apenas 5% da população para repartir as opiniões de que é “ruim” ou “péssimo”.

Quando, porém, se pergunta a respeito de quanto do que Lula faz gostariam que fosse mantido, mais de 20% dos entrevistados responde que preferiria que houvesse mudanças na maior parte ou na totalidade das políticas. É verdade que a opção por mudanças completas é pequena e corresponde quase exatamente à da avaliação negativa. Ainda assim, deve-se registrar que há mais pessoas que o aprovam (agregando avaliações positivas e regulares) que querendo a continuidade de tudo (desejo de 35% delas) ou da maioria das coisas (40%) que faz.

Para alguns dos que querem mudanças, o gesto de Lula, quando escolheu Dilma para sucedê-lo, soou como bravata. É como se ele a tivesse indicado pelo que ela não tem (experiência eleitoral, carisma, jogo de cintura) somente para afrontá-los. “Inventar” uma candidata como ela seria um arroubo de poder, tornado possível pela escassez de lideranças dentro de seu partido. Querer que ela ganhasse seria, no entanto, ir longe demais, atribuir-se uma missão de altíssimo risco, apenas pelo gosto do desafio e a perspectiva de, obtendo sucesso, infligir uma derrota humilhante ao que resta de oposição.

Cada um desses eleitores olha para Dilma e não a vê como simples candidata, em quem se pode ou não votar em função de escolhas racionais. Para eles, ela é uma espécie de provocação ambulante, a encarnação de tudo de que não gostam em Lula, no PT e no governo.

Enquanto ela permaneceu lá atrás nas pesquisas, o mal era menor. Ao contrário, muitas dessas pessoas ficavam felizes a cada confirmação de que o sonho onipotente de Lula estava ameaçado. Quando, no entanto, ela começou a subir, o quadro se complicou. Não é que o impossível passou a ser provável?

Uma parte relevante da mídia brasileira compartilha esses sentimentos. Na verdade, em algumas redações, estão muitas das pessoas mais extremadas nessa mistura de desaprovação ao lulismo e indignação frente à hipótese de Dilma vencer.

Nenhum problema nisso. Afinal, editorialistas, colunistas e repórteres são também filhos de Deus, e possuem as mesmas prerrogativas das pessoas comuns. Têm todo direito de não gostar do que não gostam.

O que é discutível é permitir que suas preferências interfiram em seu trabalho a ponto de comprometê-lo. Por exemplo, deixando-se levar por elas na hora de informar a opinião pública sobre o que está acontecendo na eleição.

Um tom de indisfarçável torcida marcou o noticiário de abril. Quem leu o que vários órgãos da chamada grande imprensa publicaram só ficou sabendo dos “erros de Dilma” e os “acertos de Serra”, os primeiros provocando o “desespero” de Lula e abalos na coligação governista, os segundos gerando empatia na sociedade e novas alianças políticas. Foi informado de que o saldo disso seriam “novas pesquisas”, que mostrariam o avanço de Serra.

Pode ser que venham, mas ainda não chegaram. O que todas as conhecidas apontam é para um cenário de estabilidade: quando se comparam os resultados do final de março, antes da desincompatibilização, com os do final de abril, nada mudou. No Datafolha, a distância entre Serra e Dilma aumentou um ponto, no Ibope, dois. Ou seja, ficou igual. É o mesmo que indicam outros levantamentos, ainda não publicados. A marola do noticiário não parece ter alcançado, pelo menos por enquanto, a imensa maioria do eleitorado. E será que vai tocá-la nos próximos meses?

Torcer é bom e faz parte da política. Querer que seu candidato vença e os outros percam é um sentimento natural. Mas torcer não rima com informar.

Burrice

Nelson Rodrigues foi genial ao dizer que "toda unanimidade é burra". A crise que destroçou a economia dos países centrais provou que o pensamento único foi uma burrice.

Vida inteligente no meu planeta

Cleo.

sábado, 8 de maio de 2010

Serra, um stalinista de direita, propõe o suicídio da economia brasileira

Por Márcia Denser*, no Congresso em Foco
“Ao sugerir extiguir o Mercosul, o que Serra propõe é um caminho suicida, desfavorável para o pais como um todo: sair do integrador periférico e submeter-se completamente às turbulências do mercado internacional”
Em nossos dias, optar por correr na contramão da História não leva meramente ao retrocesso – sempre corrigível lá na frente – mas ao suicídio, este sem volta. Porque a megacrise de 2008, que decretou a morte do neoliberalismo global como ideologia e política hegemônica, determinou duas conseqüências importantes:
1) globalmente,forçou os vários países a um movimento autodefensivo integrador-regionalista como estratégia, não só de evasão da crise, mas já apontando, em seus desdobramentos, para um novo realinhamento de forças político-comerciais globais, índice claro do fim dum mundo unipolar comandado pelos EUA;
2) globalmente, deixou como viúvas as chamadas “direitas loucas”, praticantes do kamikazismo histórico, representando setores agora mergulhados numa crise sistêmica que vai jogando-os numa posição caótica, não só no nível econômico, como também no plano psicológico – o que os torna cada vez mais perigosos e imprevisíveis.
Segundo a excelente análise de Jorge Beinstein, economista e professor da Universidade de Buenos Aires (Carta Maior em 02/05/2010), um bom exemplo disto é a proposta de Serra no sentido de revisar, “flexibilizar” e até abolir os acordos do Mercosul, uma posição direitista kamikase que, se mantida, levaria ao suicídio do sistema industrial brasileiro que ficaria exposto à feroz concorrência na América Latina de países desesperados por aumentar suas vendas, a começar dos gigantes econômicos como Alemanha, França, Espanha, na UE, EUA e até China (que acaba de registrar seu primeiro déficit comercial em cinco anos) – todos acossados pela contração do comércio internacional provocada pela crise. Em 2009, as exportações brasileiras caíram cerca de 22% devido à crise,mas essa queda teria sido muito maior sem a existência da retaguarda latinoamericana, sem esses países vizinhos ligados ao Brasil por múltiplos laços econômicos, políticos e culturais. Romper ou “flexibilizar” esses laços em um contexto internacional como o atual, marcado por uma crise que vai se agravando seria uma loucura. O Brasil estaria dando de presente a sua parte dos mercados regionais a competidores de todos os continentes.
A proposta de Serra vai na contramão da tendência global dominante rumo às integrações periféricas em resposta às crescentes dificuldades das economias das potências centrais (EUA, União Européia e Japão). No começo de 2010, a China firmou acordo de integração comercial com os países do Sudeste Asiático, agrupados na ASEAN, um mercado com cerca de 1,9 bilhão de pessoas, e a ASEAN, por sua vez, fez acordo semelhante com a Índia. Somados os dois acordos e as populações envolvidas (China, Índia e países da ASEAN) chega-se a cerca de três bilhões de pessoas, ou seja, quase 45% da população mundial. E esse processo está relacionado com a integração entre China e Rússia que, através da Organização de Cooperação de Shangai, agrupa as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, devendo também integrar proximamente Índia, Paquistão, Mongólia e Irã.
Este movimento de integração eurasiática incluindo mais da metade da população mundial está mudando não só a estrutura do comércio internacional, mas também suas relações políticas e militares, e é hoje o coração do processo de despolarização mundial, do fim da unipolaridade norte-americana. A outra tendência integradora importante é a da América Latina que, partindo do Mercosul, foi se ampliando, incluindo a Unasul (390 milhões de habitantes) e a recentemente criada Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELC).
O vínculo entre esses dois fenômenos regionais é o BRIC – convergência entre Brasil, Rússia, Índia e China, onde o Brasil é precisamente o elo que os articula estrategicamente. O que Serra propõe é um caminho suicida, desfavorável para o pais como um todo (e a médio prazo, desfavorável até mesmo para a elite que ele representa) ou seja: sair do integrador periférico e submeter-se completamente às turbulências do mercado internacional sem nenhum tipo de escudo protetor regional. Assim, o Brasil passaria a fazer parte da estratégia de recomposição geopolítica imperial dos EUA, cujo objetivo principal é a desestruturação das integrações regionais tanto na Eurásia quanto na América Latina.
Beinstein enfatiza: “Serra propõe substituir o Mercosul e as demais alianças periféricas (Unasul, BRIC, etc.) por um conjunto de tratados de livre comércio. A retirada política do Brasil significaria automaticamente um decisivo aumento da influência dos EUA na América Latina, abrindo o caminho para suas estratégias de desestabilização e conquista. O contexto regional de estabilidade obtido na década passada se deterioraria rapidamente, convertendo uma parte importante do entorno geográfico do Brasil numa área caótica, infestada de frentes reacionárias que finalmente conseguiriam afetar nossa estabilidade democrática e dinâmica produtiva.”
No esquema Serra, sem a rede protetora de tais acordos, o Brasil teria só um caminho para continuar se desenvolvendo num mundo cada vez mais hostil: o da competição selvagem respaldada pelo arrocho salarial e impostos reduzidos para os ricos, ou seja, apoiada na miséria crescente do grosso de sua população (começando pelos assalariados e seguindo pelas classes médias), no encolhimento do Estado e, inevitavelmente, na expansão das estruturas repressivas, e assim na rápida deterioração das liberdades democráticas.
Em síntese, é um processo que começa com um discurso comercial e culmina inexoravelmente num modelo político claramente autoritário. Deste modo, Serra passa a formar parte do grupo de políticos latino-americanos de raiz neoliberal, nostálgicos das velhas relações neocoloniais com o Império. Estes políticos, superados pelas tendências integradoras e autonomizantes hoje dominantes, precisam desesperadamente reconquistar o poder, mas a realidade lhes escapa porque agora o momento histórico é seu inimigo.
Cresce assustadoramente a irracionalidade nos sistemas de poder do centro decadente do mundo e, num movimento mimético, também em seus lacaios periféricos. Hoje, as direitas loucas expressam não só o passado (neoliberal) mas, sobretudo, a garantia dum futuro sinistro. Se Serra pretende realmente posicionar-se como o anti-Lula, com o dito no 1º. de maio: “Quem fuma é uma pessoa sem Deus”, ele se define por completo: um composto ruinoso de preconceito, truculência, irracionalidade, excludência burra e, claro, primeiro lugar absoluto em matéria de gafe política.
Só que, na verdade, não foi irracional e muito menos, gafe. Segundo editorial da Carta Maior, o dito condensa mais uma pérola do oportunismo eleitoral tucano: “De um lado, encontra-se aquilo que a Folha denomina como sendo ‘a classe média iluminista’, preocupada com o consumo politicamente correto e a descarbonização do seu almoço sob o capitalismo. Do outro, segmentos da pobreza urbana abandonados pela Igreja Católica e capturados pelo salvacionismo religioso, como o da Assembléia de Deus, de Marina Silva, que patrocinou a pregação de Serra. A operação embutida na frase do tucano busca dar a esse coquetel uma coerência ideológica baseada na idéia de que a questão social no século XXI será resolvida pela ‘técnica’ (agenda verde + ‘gestão eficiente’) e pelo fanatismo religioso.”
Em suma: expressando o pensamento da direita, Serra nunca falou tão sério em sua vida!
*A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), A Ponte das Estrelas (1990), Toda Prosa (2002 – Esgotado), Diana Caçadora/Tango Fantasma (2003,Ateliê Editorial, reedição), Caim (Record, 2006), Toda Prosa II – Obra Escolhida (Record, 2008). É traduzida na Holanda, Bulgária, Hungria, Estados Unidos, Alemanha, Suiça, Argentina e Espanha (catalão e galaico-português). Dois de seus contos – O Vampiro da Alameda Casabranca e Hell’s Angel – foram incluídos nos 100 Melhores Contos Brasileiros do Século, sendo que Hell’s Angel está também entre os 100 Melhores Contos Eróticos Universais. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, é pesquisadora de literatura, jornalista e curadora de Literatura da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ana Paula Arósio

Que mulher linda.

Serra esconde seu verdadeiro programa

O candidato dos mauricinhos quer implantar no Brasil ajustes semelhantes aos que Menen fez na Argentina. O resultado lá foi catastrófico, um empobrecimento brutal do país. 

Saiu no Blog do Emir Sader: Serra ficou furioso. Sua equipe econômica deu entrevista à agência Reuters e abriu o jogo, revelando o plano econômico real que, caso ganhasse o tucano, colocaria em prática, confirmando os principais neoliberais de Serra – os mesmos que orientaram seu governo em São Paulo. Serra esbravejou, esperneou, distribuiu broncas, ordenou que ninguém repercutisse nos partidos da imprensa. Mas já era tarde.
A primeira medida econômica de Serra seria um duro ajuste fiscal – como é típico dos governos neoliberais. Segundo revelado por dois membros da equipe econômica tucana, se promoveria a renegociação de contratos e o corte de despesas públicas – conforme o modelo do FMI. Esse seria o começo do “choque de gestão”, típico das gestões tucanas.
“Ele vai entrar com medidas fiscais e até renegociação de alguns contratos”, disse a fonte tucana.”As despesas da máquina pública estão sob um controle muito frouxo…”
Critica-se o aumento das despesas públicas, uma suposta queda na arrecadação e as desonerações feitas para resistir aos efeitos da crise mundial. Anuncia que estão vigilantes sobre a cotação do real frente ao dólar. O papel dos bancos públicos seria “relativizado”, de forma coerente com a privatização do Banespa, vendido ao banco espanhol Santander, assim como a colocação à venda da Nossa Caixa que, felizmente, foi resgatada pelo Banco do Brasil. Assim, São Paulo, o estado mais rico do país, não tem mais nenhum banco público, o candidato tucano preferiu liquidar o patrimônio para fazer estradas, que aparecem muito mais do que financiamentos subsidiados para casa própria, por exemplo, como faz o governo federal. “Relativizado” significa baixo perfil, Estado mínimo, conforme o receituário neoliberal, para que os bancos privados possam ser absolutizados, possam ocupar mais espaço ainda.
Diz o tucano, na entrevista a Reuters, que o fortalecimento dos bancos públicos contribuiria para “aumentar a pressão inflacionária, ao aquecer em demasia a atividade” (sic), preocupação prioritária dos neoliberais, que não aprendem com o governo Lula que se pode – e se deve – aumentar os salários e diminuir as taxas de juros que, em um marco de crescimento com distribuição de renda, não apresentam riscos inflacionários. “Não acho que os bancos públicos precisam ter uma política tão protagonista (sic) neste pós-crise”, afirma a fonte, de forma coerente.
“Uma atuação menos arrojada, inclusive, poderia ser um dos caminhos para evitar a alta das taxas de juros a fim de controlar a inflação e as expectativas de preços”, comenta Reuters, a partir da conversa com membros da equipe econômica tucana.
A equipe serrista considera exagerados os estímulos fiscais dados pelo governo Lula durante a crise. “Não precisava dar para toda a linha branca e depois para móveis…” Parece que seguem acreditando que o próprio mercado tem mecanismos próprios de reativação econômica.
Apostam pouco na concretização de reformas como a tributária, em que o interesse seria apenas o de desonerar investimentos e folha de pagamento, sem nada que apontasse para uma estrutura tributária em que “quem ganha mais, paga mais”, como seria socialmente justo.
Então, a surpresa que Serra esconde é similar à de Carlos Menem e à de Carlos Andrés Perez: um grande pacote de ajuste, escondido sob o disfarce de um “choque de gestão”, tão a gosto do neoliberalismo tucano.

Sem dúvida Juliana

Juliana Didone

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dúvida da quinta

Na dúvida vão as duas

 Daniele

Juliana

Galo perde, mas promete

O Galo perdeu para o melhor time do Brasil. Mas poderia ter vencido o Santos ou, pelo menos, empatado. Inexplicavelmente, Luxemburgo, sempre um bom técnico, errou ao desarticular o meio de campo do time, no segundo tempo.
A entrada de Marques, até que foi bem vinda, mas deveria ter acontecido um pouco mais tarde. Pior ainda foram as saídas de Correa e de Ricardinho. Com isso, o meio campo do Atlético perdeu toda a capacidade de pensar. Sem inteligência e poder de articulação Marques foi inofensivo, pois é um jogador que depende de bolas bem trabalhadas para exercer todo o seu potencial.
As mudanças de Luxemburgo facilitaram as coisas para o Santos, sem dúvida um bom time, mas nem de longe se aproxima dos grandes esquadrões santistas da era Pelé ou mesmo do timaço comandado por Diego.
Observando os dois jogos contra o Santos, dá para ver que o Galo não está pronto, mas promete. Mesmo com os equívocos cometidos contra o Peixe, Luxemburgo ainda é um técnico que merece respeito. O Atlético ainda precisa de um bom lateral direito, pois Carlos Alberto é muito fraco, e de outro volante mais jovem e habilidoso.
Renan Oliveira é outra dúvida. O garoto mostra logo, no começo do Brasileirão, a que veio ou o Galo deverá pensar em uma contratação de peso para comandar o meio de campo da equipe. No caso gente com nível de seleção, para chegar e mandar. Pode parecer loucura, mas Ronaldinho Gaúcho pode ser uma opção e sua viabilização pode ser nos mesmos moldes da volta de Ronaldão Fenômeno para o país.
Quanto ao Santos, Ganso é um jogador extremamente habilidoso e inteligente, mas está vivendo aquele momento em que separa os craques das promessas. Se deixar a mascara tomar conta, até o final do ano todos vamos nos esquecer dele. Neymar, também é ótimo atleta e vive um bom momento. Terá o campeonato nacional para provar que não é apenas um produto da imprensa paulista.    

quarta-feira, 5 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

As Dilmas da nossa turma eram diferentes da Dilma do Jabour

O ex-stalinista Arnaldo Jabour ataca a Dilma, dizendo que a ex-ministra esconde do público o que ela é de fato. Que ele conheceu muitas Dilmas na juventude e que elas todas têm referência em Cuba. Eventualmente quase todos os jovens dos anos 60 e 70 tiveram admiração pela luta heróica do povo cubano contra a tirania e, depois, enfrentando a maior potência imperialista que o mundo já viu. Era um tempo em que Paulo Francis dizia que se não fosse a união Soviética o mundo seria uma grande Macau (na época uma colônia portuguesa).
Mas Francis, como boa tarte daqueles jovens, nunca foram stalinistas, como Jabour e Serra (ambos maoístas, linha que estava na moda entre os intelectuais franceses, como Sartre e Jacques Alain Miller).
Muitos como eu eram anti-stalinistas e contrários à ditadura do proletariado. Eramos de esquerda, radicais, com referência no trotskismo, por isso libertários e democratas sem adjetivos. Defendíamos a democracia com socialismo, no qual os indivíduos seriam livres e preparados para a solidariedade.
Combatíamos os stalinistas, como Jabour, e só viemos a compor uma aliança com eles, quando houve concordência na luta pelas liberdades democráticas. Esses stalinistas sempre tiveram dificuldades em entender o mundo. Eles atraíam os jovens mais despreparados, porque seu ideário era simples, quase religioso.
Nós, que fomos da Centelha, a DS, nos aureos tempos tinhamos que ser excelentes alunos e participavamos de discussões de um nível que as pessoas hoje não entenderiam. Tinhamos que ler textos sofisticadíssimos, como Hegel, Marx, Gramisci, Trotski, Lukacs, Lenin, Celso Furtado, Daniel Bem Sayd, Mandel e muitos outros. Textos sobre política, cultura, economia, comportamento e a vida. a vida era mais bela naquela época. Na nossa turma também haviam Dilmas.

domingo, 2 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Linda do momento

Paloma Barnardi com e sem photoshop.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quinta feira musa

Cristine Fernandes. Linda

UOL mente

O UOL colocou uma manchete correta hoje, dia 29/04/2010, pela manhã: "Lula é o líder mais influente do mundo, segundo a TIME". De tarde mudou: "Lula é eleito um dos líderes mais importantes do mundo". A primeira manchete estava certa, a segunda é mentirosa, pois a revista TIME, uma das mais prestigiosas do mundo elegeu Lula o líder mais influente do mundo. Podem ler a matéria na própria página do UOL.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Crise mexicana prova que Serra está errado

Segundo o Banco Mundial, 60 milhões de latino-americanos sairam da pobreza, entre 2002 e 2008. Metade deles são brasileiros. Em 2009 a tendência se inverteu, 10 milhões de latino-americanos voltaram a ser pobres, metade mexicanos e nenhum brasileiro.
O México é aquele país, que tem relações econômicas privilegiadas com os Estados Unidos, como Serra quer que o Brasil também faça. O candidato paulista quer que o Brasil acabe com o Mercosul e a política de ampliar o leque de parceiros comerciais, para se alinhar aos Estados Unidos. Pelos números do Banco Mundial, a idéia de Serra é um equivoco.