domingo, 9 de maio de 2010

Grande mídia brasileira é lixo

Marcos Coimbra - Especial para o EM
Publicação: 09/05/2010 13:42 Atualização: 09/05/2010 13:51


Enquanto a grande maioria da população dá sucessivas mostras de estar satisfeita com o governo, continua a existir uma parcela da opinião pública que não. Dentro dela, há quem tenha alguma simpatia por Lula e até enxergue virtudes em seu trabalho, admire sua trajetória ou ria de suas tiradas. Mas não gosta do governo e, quase sempre, tem ojeriza ao PT. São aqueles que aceitam o presidente, mas não querem que sua turma permaneça.

A existência desse tipo de sentimento fica clara nas comparações entre a avaliação do governo e o desejo de continuidade. Nas pesquisas, a proporção dos que o aprovam enfaticamente, dizendo que é “ótimo” ou “bom”, anda na casa dos 75%, e há outros 20% que o consideram “regular”. Somados, beiram os 95%, o que deixa apenas 5% da população para repartir as opiniões de que é “ruim” ou “péssimo”.

Quando, porém, se pergunta a respeito de quanto do que Lula faz gostariam que fosse mantido, mais de 20% dos entrevistados responde que preferiria que houvesse mudanças na maior parte ou na totalidade das políticas. É verdade que a opção por mudanças completas é pequena e corresponde quase exatamente à da avaliação negativa. Ainda assim, deve-se registrar que há mais pessoas que o aprovam (agregando avaliações positivas e regulares) que querendo a continuidade de tudo (desejo de 35% delas) ou da maioria das coisas (40%) que faz.

Para alguns dos que querem mudanças, o gesto de Lula, quando escolheu Dilma para sucedê-lo, soou como bravata. É como se ele a tivesse indicado pelo que ela não tem (experiência eleitoral, carisma, jogo de cintura) somente para afrontá-los. “Inventar” uma candidata como ela seria um arroubo de poder, tornado possível pela escassez de lideranças dentro de seu partido. Querer que ela ganhasse seria, no entanto, ir longe demais, atribuir-se uma missão de altíssimo risco, apenas pelo gosto do desafio e a perspectiva de, obtendo sucesso, infligir uma derrota humilhante ao que resta de oposição.

Cada um desses eleitores olha para Dilma e não a vê como simples candidata, em quem se pode ou não votar em função de escolhas racionais. Para eles, ela é uma espécie de provocação ambulante, a encarnação de tudo de que não gostam em Lula, no PT e no governo.

Enquanto ela permaneceu lá atrás nas pesquisas, o mal era menor. Ao contrário, muitas dessas pessoas ficavam felizes a cada confirmação de que o sonho onipotente de Lula estava ameaçado. Quando, no entanto, ela começou a subir, o quadro se complicou. Não é que o impossível passou a ser provável?

Uma parte relevante da mídia brasileira compartilha esses sentimentos. Na verdade, em algumas redações, estão muitas das pessoas mais extremadas nessa mistura de desaprovação ao lulismo e indignação frente à hipótese de Dilma vencer.

Nenhum problema nisso. Afinal, editorialistas, colunistas e repórteres são também filhos de Deus, e possuem as mesmas prerrogativas das pessoas comuns. Têm todo direito de não gostar do que não gostam.

O que é discutível é permitir que suas preferências interfiram em seu trabalho a ponto de comprometê-lo. Por exemplo, deixando-se levar por elas na hora de informar a opinião pública sobre o que está acontecendo na eleição.

Um tom de indisfarçável torcida marcou o noticiário de abril. Quem leu o que vários órgãos da chamada grande imprensa publicaram só ficou sabendo dos “erros de Dilma” e os “acertos de Serra”, os primeiros provocando o “desespero” de Lula e abalos na coligação governista, os segundos gerando empatia na sociedade e novas alianças políticas. Foi informado de que o saldo disso seriam “novas pesquisas”, que mostrariam o avanço de Serra.

Pode ser que venham, mas ainda não chegaram. O que todas as conhecidas apontam é para um cenário de estabilidade: quando se comparam os resultados do final de março, antes da desincompatibilização, com os do final de abril, nada mudou. No Datafolha, a distância entre Serra e Dilma aumentou um ponto, no Ibope, dois. Ou seja, ficou igual. É o mesmo que indicam outros levantamentos, ainda não publicados. A marola do noticiário não parece ter alcançado, pelo menos por enquanto, a imensa maioria do eleitorado. E será que vai tocá-la nos próximos meses?

Torcer é bom e faz parte da política. Querer que seu candidato vença e os outros percam é um sentimento natural. Mas torcer não rima com informar.

Burrice

Nelson Rodrigues foi genial ao dizer que "toda unanimidade é burra". A crise que destroçou a economia dos países centrais provou que o pensamento único foi uma burrice.

Vida inteligente no meu planeta

Cleo.

sábado, 8 de maio de 2010

Serra, um stalinista de direita, propõe o suicídio da economia brasileira

Por Márcia Denser*, no Congresso em Foco
“Ao sugerir extiguir o Mercosul, o que Serra propõe é um caminho suicida, desfavorável para o pais como um todo: sair do integrador periférico e submeter-se completamente às turbulências do mercado internacional”
Em nossos dias, optar por correr na contramão da História não leva meramente ao retrocesso – sempre corrigível lá na frente – mas ao suicídio, este sem volta. Porque a megacrise de 2008, que decretou a morte do neoliberalismo global como ideologia e política hegemônica, determinou duas conseqüências importantes:
1) globalmente,forçou os vários países a um movimento autodefensivo integrador-regionalista como estratégia, não só de evasão da crise, mas já apontando, em seus desdobramentos, para um novo realinhamento de forças político-comerciais globais, índice claro do fim dum mundo unipolar comandado pelos EUA;
2) globalmente, deixou como viúvas as chamadas “direitas loucas”, praticantes do kamikazismo histórico, representando setores agora mergulhados numa crise sistêmica que vai jogando-os numa posição caótica, não só no nível econômico, como também no plano psicológico – o que os torna cada vez mais perigosos e imprevisíveis.
Segundo a excelente análise de Jorge Beinstein, economista e professor da Universidade de Buenos Aires (Carta Maior em 02/05/2010), um bom exemplo disto é a proposta de Serra no sentido de revisar, “flexibilizar” e até abolir os acordos do Mercosul, uma posição direitista kamikase que, se mantida, levaria ao suicídio do sistema industrial brasileiro que ficaria exposto à feroz concorrência na América Latina de países desesperados por aumentar suas vendas, a começar dos gigantes econômicos como Alemanha, França, Espanha, na UE, EUA e até China (que acaba de registrar seu primeiro déficit comercial em cinco anos) – todos acossados pela contração do comércio internacional provocada pela crise. Em 2009, as exportações brasileiras caíram cerca de 22% devido à crise,mas essa queda teria sido muito maior sem a existência da retaguarda latinoamericana, sem esses países vizinhos ligados ao Brasil por múltiplos laços econômicos, políticos e culturais. Romper ou “flexibilizar” esses laços em um contexto internacional como o atual, marcado por uma crise que vai se agravando seria uma loucura. O Brasil estaria dando de presente a sua parte dos mercados regionais a competidores de todos os continentes.
A proposta de Serra vai na contramão da tendência global dominante rumo às integrações periféricas em resposta às crescentes dificuldades das economias das potências centrais (EUA, União Européia e Japão). No começo de 2010, a China firmou acordo de integração comercial com os países do Sudeste Asiático, agrupados na ASEAN, um mercado com cerca de 1,9 bilhão de pessoas, e a ASEAN, por sua vez, fez acordo semelhante com a Índia. Somados os dois acordos e as populações envolvidas (China, Índia e países da ASEAN) chega-se a cerca de três bilhões de pessoas, ou seja, quase 45% da população mundial. E esse processo está relacionado com a integração entre China e Rússia que, através da Organização de Cooperação de Shangai, agrupa as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, devendo também integrar proximamente Índia, Paquistão, Mongólia e Irã.
Este movimento de integração eurasiática incluindo mais da metade da população mundial está mudando não só a estrutura do comércio internacional, mas também suas relações políticas e militares, e é hoje o coração do processo de despolarização mundial, do fim da unipolaridade norte-americana. A outra tendência integradora importante é a da América Latina que, partindo do Mercosul, foi se ampliando, incluindo a Unasul (390 milhões de habitantes) e a recentemente criada Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELC).
O vínculo entre esses dois fenômenos regionais é o BRIC – convergência entre Brasil, Rússia, Índia e China, onde o Brasil é precisamente o elo que os articula estrategicamente. O que Serra propõe é um caminho suicida, desfavorável para o pais como um todo (e a médio prazo, desfavorável até mesmo para a elite que ele representa) ou seja: sair do integrador periférico e submeter-se completamente às turbulências do mercado internacional sem nenhum tipo de escudo protetor regional. Assim, o Brasil passaria a fazer parte da estratégia de recomposição geopolítica imperial dos EUA, cujo objetivo principal é a desestruturação das integrações regionais tanto na Eurásia quanto na América Latina.
Beinstein enfatiza: “Serra propõe substituir o Mercosul e as demais alianças periféricas (Unasul, BRIC, etc.) por um conjunto de tratados de livre comércio. A retirada política do Brasil significaria automaticamente um decisivo aumento da influência dos EUA na América Latina, abrindo o caminho para suas estratégias de desestabilização e conquista. O contexto regional de estabilidade obtido na década passada se deterioraria rapidamente, convertendo uma parte importante do entorno geográfico do Brasil numa área caótica, infestada de frentes reacionárias que finalmente conseguiriam afetar nossa estabilidade democrática e dinâmica produtiva.”
No esquema Serra, sem a rede protetora de tais acordos, o Brasil teria só um caminho para continuar se desenvolvendo num mundo cada vez mais hostil: o da competição selvagem respaldada pelo arrocho salarial e impostos reduzidos para os ricos, ou seja, apoiada na miséria crescente do grosso de sua população (começando pelos assalariados e seguindo pelas classes médias), no encolhimento do Estado e, inevitavelmente, na expansão das estruturas repressivas, e assim na rápida deterioração das liberdades democráticas.
Em síntese, é um processo que começa com um discurso comercial e culmina inexoravelmente num modelo político claramente autoritário. Deste modo, Serra passa a formar parte do grupo de políticos latino-americanos de raiz neoliberal, nostálgicos das velhas relações neocoloniais com o Império. Estes políticos, superados pelas tendências integradoras e autonomizantes hoje dominantes, precisam desesperadamente reconquistar o poder, mas a realidade lhes escapa porque agora o momento histórico é seu inimigo.
Cresce assustadoramente a irracionalidade nos sistemas de poder do centro decadente do mundo e, num movimento mimético, também em seus lacaios periféricos. Hoje, as direitas loucas expressam não só o passado (neoliberal) mas, sobretudo, a garantia dum futuro sinistro. Se Serra pretende realmente posicionar-se como o anti-Lula, com o dito no 1º. de maio: “Quem fuma é uma pessoa sem Deus”, ele se define por completo: um composto ruinoso de preconceito, truculência, irracionalidade, excludência burra e, claro, primeiro lugar absoluto em matéria de gafe política.
Só que, na verdade, não foi irracional e muito menos, gafe. Segundo editorial da Carta Maior, o dito condensa mais uma pérola do oportunismo eleitoral tucano: “De um lado, encontra-se aquilo que a Folha denomina como sendo ‘a classe média iluminista’, preocupada com o consumo politicamente correto e a descarbonização do seu almoço sob o capitalismo. Do outro, segmentos da pobreza urbana abandonados pela Igreja Católica e capturados pelo salvacionismo religioso, como o da Assembléia de Deus, de Marina Silva, que patrocinou a pregação de Serra. A operação embutida na frase do tucano busca dar a esse coquetel uma coerência ideológica baseada na idéia de que a questão social no século XXI será resolvida pela ‘técnica’ (agenda verde + ‘gestão eficiente’) e pelo fanatismo religioso.”
Em suma: expressando o pensamento da direita, Serra nunca falou tão sério em sua vida!
*A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), A Ponte das Estrelas (1990), Toda Prosa (2002 – Esgotado), Diana Caçadora/Tango Fantasma (2003,Ateliê Editorial, reedição), Caim (Record, 2006), Toda Prosa II – Obra Escolhida (Record, 2008). É traduzida na Holanda, Bulgária, Hungria, Estados Unidos, Alemanha, Suiça, Argentina e Espanha (catalão e galaico-português). Dois de seus contos – O Vampiro da Alameda Casabranca e Hell’s Angel – foram incluídos nos 100 Melhores Contos Brasileiros do Século, sendo que Hell’s Angel está também entre os 100 Melhores Contos Eróticos Universais. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, é pesquisadora de literatura, jornalista e curadora de Literatura da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ana Paula Arósio

Que mulher linda.

Serra esconde seu verdadeiro programa

O candidato dos mauricinhos quer implantar no Brasil ajustes semelhantes aos que Menen fez na Argentina. O resultado lá foi catastrófico, um empobrecimento brutal do país. 

Saiu no Blog do Emir Sader: Serra ficou furioso. Sua equipe econômica deu entrevista à agência Reuters e abriu o jogo, revelando o plano econômico real que, caso ganhasse o tucano, colocaria em prática, confirmando os principais neoliberais de Serra – os mesmos que orientaram seu governo em São Paulo. Serra esbravejou, esperneou, distribuiu broncas, ordenou que ninguém repercutisse nos partidos da imprensa. Mas já era tarde.
A primeira medida econômica de Serra seria um duro ajuste fiscal – como é típico dos governos neoliberais. Segundo revelado por dois membros da equipe econômica tucana, se promoveria a renegociação de contratos e o corte de despesas públicas – conforme o modelo do FMI. Esse seria o começo do “choque de gestão”, típico das gestões tucanas.
“Ele vai entrar com medidas fiscais e até renegociação de alguns contratos”, disse a fonte tucana.”As despesas da máquina pública estão sob um controle muito frouxo…”
Critica-se o aumento das despesas públicas, uma suposta queda na arrecadação e as desonerações feitas para resistir aos efeitos da crise mundial. Anuncia que estão vigilantes sobre a cotação do real frente ao dólar. O papel dos bancos públicos seria “relativizado”, de forma coerente com a privatização do Banespa, vendido ao banco espanhol Santander, assim como a colocação à venda da Nossa Caixa que, felizmente, foi resgatada pelo Banco do Brasil. Assim, São Paulo, o estado mais rico do país, não tem mais nenhum banco público, o candidato tucano preferiu liquidar o patrimônio para fazer estradas, que aparecem muito mais do que financiamentos subsidiados para casa própria, por exemplo, como faz o governo federal. “Relativizado” significa baixo perfil, Estado mínimo, conforme o receituário neoliberal, para que os bancos privados possam ser absolutizados, possam ocupar mais espaço ainda.
Diz o tucano, na entrevista a Reuters, que o fortalecimento dos bancos públicos contribuiria para “aumentar a pressão inflacionária, ao aquecer em demasia a atividade” (sic), preocupação prioritária dos neoliberais, que não aprendem com o governo Lula que se pode – e se deve – aumentar os salários e diminuir as taxas de juros que, em um marco de crescimento com distribuição de renda, não apresentam riscos inflacionários. “Não acho que os bancos públicos precisam ter uma política tão protagonista (sic) neste pós-crise”, afirma a fonte, de forma coerente.
“Uma atuação menos arrojada, inclusive, poderia ser um dos caminhos para evitar a alta das taxas de juros a fim de controlar a inflação e as expectativas de preços”, comenta Reuters, a partir da conversa com membros da equipe econômica tucana.
A equipe serrista considera exagerados os estímulos fiscais dados pelo governo Lula durante a crise. “Não precisava dar para toda a linha branca e depois para móveis…” Parece que seguem acreditando que o próprio mercado tem mecanismos próprios de reativação econômica.
Apostam pouco na concretização de reformas como a tributária, em que o interesse seria apenas o de desonerar investimentos e folha de pagamento, sem nada que apontasse para uma estrutura tributária em que “quem ganha mais, paga mais”, como seria socialmente justo.
Então, a surpresa que Serra esconde é similar à de Carlos Menem e à de Carlos Andrés Perez: um grande pacote de ajuste, escondido sob o disfarce de um “choque de gestão”, tão a gosto do neoliberalismo tucano.

Sem dúvida Juliana

Juliana Didone

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dúvida da quinta

Na dúvida vão as duas

 Daniele

Juliana

Galo perde, mas promete

O Galo perdeu para o melhor time do Brasil. Mas poderia ter vencido o Santos ou, pelo menos, empatado. Inexplicavelmente, Luxemburgo, sempre um bom técnico, errou ao desarticular o meio de campo do time, no segundo tempo.
A entrada de Marques, até que foi bem vinda, mas deveria ter acontecido um pouco mais tarde. Pior ainda foram as saídas de Correa e de Ricardinho. Com isso, o meio campo do Atlético perdeu toda a capacidade de pensar. Sem inteligência e poder de articulação Marques foi inofensivo, pois é um jogador que depende de bolas bem trabalhadas para exercer todo o seu potencial.
As mudanças de Luxemburgo facilitaram as coisas para o Santos, sem dúvida um bom time, mas nem de longe se aproxima dos grandes esquadrões santistas da era Pelé ou mesmo do timaço comandado por Diego.
Observando os dois jogos contra o Santos, dá para ver que o Galo não está pronto, mas promete. Mesmo com os equívocos cometidos contra o Peixe, Luxemburgo ainda é um técnico que merece respeito. O Atlético ainda precisa de um bom lateral direito, pois Carlos Alberto é muito fraco, e de outro volante mais jovem e habilidoso.
Renan Oliveira é outra dúvida. O garoto mostra logo, no começo do Brasileirão, a que veio ou o Galo deverá pensar em uma contratação de peso para comandar o meio de campo da equipe. No caso gente com nível de seleção, para chegar e mandar. Pode parecer loucura, mas Ronaldinho Gaúcho pode ser uma opção e sua viabilização pode ser nos mesmos moldes da volta de Ronaldão Fenômeno para o país.
Quanto ao Santos, Ganso é um jogador extremamente habilidoso e inteligente, mas está vivendo aquele momento em que separa os craques das promessas. Se deixar a mascara tomar conta, até o final do ano todos vamos nos esquecer dele. Neymar, também é ótimo atleta e vive um bom momento. Terá o campeonato nacional para provar que não é apenas um produto da imprensa paulista.    

quarta-feira, 5 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

As Dilmas da nossa turma eram diferentes da Dilma do Jabour

O ex-stalinista Arnaldo Jabour ataca a Dilma, dizendo que a ex-ministra esconde do público o que ela é de fato. Que ele conheceu muitas Dilmas na juventude e que elas todas têm referência em Cuba. Eventualmente quase todos os jovens dos anos 60 e 70 tiveram admiração pela luta heróica do povo cubano contra a tirania e, depois, enfrentando a maior potência imperialista que o mundo já viu. Era um tempo em que Paulo Francis dizia que se não fosse a união Soviética o mundo seria uma grande Macau (na época uma colônia portuguesa).
Mas Francis, como boa tarte daqueles jovens, nunca foram stalinistas, como Jabour e Serra (ambos maoístas, linha que estava na moda entre os intelectuais franceses, como Sartre e Jacques Alain Miller).
Muitos como eu eram anti-stalinistas e contrários à ditadura do proletariado. Eramos de esquerda, radicais, com referência no trotskismo, por isso libertários e democratas sem adjetivos. Defendíamos a democracia com socialismo, no qual os indivíduos seriam livres e preparados para a solidariedade.
Combatíamos os stalinistas, como Jabour, e só viemos a compor uma aliança com eles, quando houve concordência na luta pelas liberdades democráticas. Esses stalinistas sempre tiveram dificuldades em entender o mundo. Eles atraíam os jovens mais despreparados, porque seu ideário era simples, quase religioso.
Nós, que fomos da Centelha, a DS, nos aureos tempos tinhamos que ser excelentes alunos e participavamos de discussões de um nível que as pessoas hoje não entenderiam. Tinhamos que ler textos sofisticadíssimos, como Hegel, Marx, Gramisci, Trotski, Lukacs, Lenin, Celso Furtado, Daniel Bem Sayd, Mandel e muitos outros. Textos sobre política, cultura, economia, comportamento e a vida. a vida era mais bela naquela época. Na nossa turma também haviam Dilmas.

domingo, 2 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Linda do momento

Paloma Barnardi com e sem photoshop.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quinta feira musa

Cristine Fernandes. Linda

UOL mente

O UOL colocou uma manchete correta hoje, dia 29/04/2010, pela manhã: "Lula é o líder mais influente do mundo, segundo a TIME". De tarde mudou: "Lula é eleito um dos líderes mais importantes do mundo". A primeira manchete estava certa, a segunda é mentirosa, pois a revista TIME, uma das mais prestigiosas do mundo elegeu Lula o líder mais influente do mundo. Podem ler a matéria na própria página do UOL.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Crise mexicana prova que Serra está errado

Segundo o Banco Mundial, 60 milhões de latino-americanos sairam da pobreza, entre 2002 e 2008. Metade deles são brasileiros. Em 2009 a tendência se inverteu, 10 milhões de latino-americanos voltaram a ser pobres, metade mexicanos e nenhum brasileiro.
O México é aquele país, que tem relações econômicas privilegiadas com os Estados Unidos, como Serra quer que o Brasil também faça. O candidato paulista quer que o Brasil acabe com o Mercosul e a política de ampliar o leque de parceiros comerciais, para se alinhar aos Estados Unidos. Pelos números do Banco Mundial, a idéia de Serra é um equivoco. 

domingo, 25 de abril de 2010

A Folha de São Paulo na visão de um ex-jornalista da Globo

Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Serra é a volta do complexo de vira-latas

Reproduzo aqui excepcional artigo de um blog interessante.

por Altamiro Borges, em seu blog
O presidenciável demotucano José Serra vai aos poucos soltando suas asinhas. Quando sua pré-candidatura foi oficializada, no início de abril, ele se fingiu de bonzinho. Evitando se confrontar com a alta popularidade do presidente Lula, afirmou que manteria o que há de positivo no atual governo e lançou o bordão adocicado “O Brasil pode mais” – que logo foi encampado pela TV Globo numa desastrada propaganda subliminar. Mas o “Serrinha paz e amor” não se sustenta. É pura estratégia eleitoral, coisa de marqueteiro esperto para embalar um produto falsificado.
Na semana passada, num evento com empresários de Minas Gerais, José Serra começou a fazer a demarcação dos projetos em disputa da eleição de outubro. Ele criticou o Plano de Aceleração do Crescimento, o que reforça a confissão à revista Veja do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de que o PAC será extinto. Também afirmou que irá “rever o papel” do BNDES. O que chamou a atenção no seu discurso, porém, foi o ataque ao Mercosul. Para ele, o bloco regional “atrapalha as relações comerciais do Brasil”. O discurso deve ter agradado aos seus amos dos EUA.
“Alinhamento automático” com o império
De há muito que a política externa do presidente Lula, mais altiva e ativa na defesa da soberania nacional, é motivo de duras críticas da oposição neoliberal-conservadora. Os demotucanos nunca engoliram a prioridade dada ao Mercosul e à integração regional; tentaram sabotar o ingresso da Venezuela no bloco regional e são inimigos declarados dos governos progressistas da região; não se pronunciaram contra o golpe militar em Honduras, mas condenaram o governo por dar abrigo ao presidente deposto. Para eles, como revela José Serra, a integração latino-americana atrapalha.
Presença nauseante nos telejornais da Globo e nas páginas dos jornalões e revistonas direitistas, os embaixadores tucanos Celso Lafer, Rubens Barbosa e Luiz Felipe Lampreia sempre pregaram o retorno à política de FHC do “alinhamento automático” com os EUA. No episódio recente da ameaça do governo Lula de retaliar produtos ianques em oposição ao seu protecionismo, alguns deles saíram em defesa dos EUA. Eles temem qualquer postura mais soberana diante do império. São contra a política de diversificação comercial do Brasil, contra a ênfase nas relações Sul-Sul.
Complexo de vira-lata dos demotucanos
Este é o time do candidato José Serra. Essa é a sua orientação para a política externa. Na prática, a oposição neoliberal-conservadora sonha com o retorno ao “alinhamento automático”. Mercosul e outras iniciativas visando quebrar o unilateralismo imperial seriam enterradas com a eleição do demotucano. O Brasil regrediria para o triste período de FHC, de total subserviência às potências capitalistas – do complexo de “vira-lata”. Serra tenta se afastar da imagem desgastada de FHC, mas sua política externa seria idêntica – não como farsa, mas como tragédia no mundo atual.
Para entender o que representaria este retrocesso vale a pena ler o livro “As relações perigosas: Brasil-Estados Unidos (de Collor a Lula, 1990-2004)”, do renomado historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira. Ele comprova, como farta documentação, como a política externa regrediu nos oito anos de reinado de FHC. Neste período nefasto, o país só não aderiu ao tratado neocolonial dos EUA, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), devido à reação da sociedade. Esta resistência também evitou que Alcântara, no Maranhão, virasse uma base militar ianque.
Tratamento humilhante para o Brasil
Entre outros casos vexatórios da política de FHC, Moniz Bandeira relata a sumária exoneração do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) do Itamaraty, por este ter alertado o governo para os graves riscos da Alca. Cita a atitude acovardada do ex-ministro Celso Lafer diante das pressões dos EUA para afastar o embaixador brasileiro José Maurício Bustani da direção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), ligada à ONU, por este ter tentado evitar a guerra genocida no Iraque. Lembra ainda os discursos do ex-ministro de FHC propondo a participação do Brasil no genocídio no Iraque com base no draconiano Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).
O ápice dessa postura subserviente se deu quando o diplomata aceitou tirar seus sapatinhos nos aeroportos dos EUA. “Em 31 de janeiro de 2002, Celso Lafer, ministro das Relações Exteriores do Brasil, sujeitou-se a tirar os sapatos e ficar descalço, a fim de ser revistado por seguranças do aeroporto, ao desembarcar em Miami. Esse desaire, ele novamente aceitou antes de tomar o avião para Washington, e mais uma vez desrespeitou a si próprio e desonrou não apenas o cargo de ministro, como também o governo ao qual servia. E, ao desembarcar em Nova York, voltou a tirar os sapatos, submetendo-se, pela terceira vez, ao mesmo tratamento humilhante”.
Subserviência ou soberania nacional?
Com base nas suas pesquisas, Moniz Bandeira garante que a eleição de Lula deu início a uma guinada na política externa, retomando a trajetória seguida por Vargas e outros nacionalistas. Ele lembra os discursos do então candidato contra a Alca, a indicação de Celso Amorim e de Samuel Pinheiro para o seu Ministério de Relações Exteriores, a prioridade às negociações do Mercosul, os esforços para a construção de um bloco regional sul-americano e a frenética investida na diversificação das relações com outros países em desenvolvimento – como China, Índia e Rússia. Cita ainda os duros discursos contra a ocupação do Iraque e o veto à base ianque em Alcântara.
Para o autor, após a longa fase de subserviência ao império, as relações do Brasil com os EUA voltaram a ficar tensas. Ele registra os vários discursos hidrófobos da direita estadunidense e não descarta manobras ardilosas e violentas para sabotar o atual projeto de autonomia nacional. Mas se mostra confiante na habilidade e ousadia da atual equipe do Itamaraty. Reproduzindo artigo do jornal O Globo, ele afirma que “há tempos (Celso Amorim) avisou a embaixadora dos EUA que não há força no mundo capaz de fazê-lo tirar os sapatos durante a revista de segurança dos aeroportos americanos. ‘Vou preso, mas não tiro o sapato’”. Conforme indica Moniz Bandeira, este é o dilema do Brasil na atualidade: subserviência ou soberania nacional?

Colírio para fim de semana

Maitê. Ela é demais. Intelectual. Não falta nada.

Serra quer o Brasil de quatro

Serra, em discurso na Capital Mineira, disse que vai acabar com o Mercosul. Ele quer acabar com a retomada da indústria brasileira, para colocar o país de quatro, novamente subserviente aos Estados Unidos. O PSDB existe pra isso, pra colocar o Brasil no "seu devido lugar". Eles querem ressucitar aqui o consenso de Washington, que etá sendo varrido do mundo pela crise econômica provocada por eles. BRIC, então, nem se fala.

Ciro magoado

Ciro estava magoado, quando reconheceu que seu projeto pessoal não tinha espaço para flutuar. Disse que a Dilma é melhor pessoa, mas Serra é melhor para governar. Evidentemente trata-se de uma declaração produzida pela dor do momento. A melhor pessoa, sempre é a melhor para governar. Governos de pessoas más levam a desastres. Para governar é preciso decisão e coração. Serra pode até ter decisão, mas não tem coração. E é preciso ter coração como Lula, Mandela e Roosevelt, para governar na democracia. O que sobra em Serra de decisão e truculência, falta em caráter e bondade. Afinal, o governo é para o povo, pois estamos falando aqui de nações e não de empresas.
Mais à frente, Ciro, que também é um bom homem, embora lhe falte às vezes o senso da história (mas isso falta À absoluta maioria dos políticos brasileiros), vai cair na real e entrará na campanha da Dilma.

Constituinte: Serra votou sempre contra os trabalhadores.


Na foto, Serra chega para votar contra os trabalhadores


COMO SE COMPORTOU JOSÉ SERRA NA CONSTITUINTE
a) votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
c) votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
d) votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;
e) negou seu voto pelo direito de greve;
f) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
g) negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
h) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
i) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
j) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
Fonte: DIAP — “Quem foi quem na Constituinte”;pag. 621.

Internacional

juliana Goes na Playboy internacional. Ela realmente é linda.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mistura de musa da quinta com inesquecíveis

Louise Cardoso

Agora temos candidato com propostas

Dois posts juntos:
  1. Trabalhei como consultor na campanha do Zaire Resente em Uberlândia, na década de 90. Um belo dia um assessor da campanha, chegou dizendo que o Montenegro, dono do IBOPE, havis proposto vender uma pesquisa, para que o resultado favorecesse o Zaire. Não tenho certeza, mas acho que ele não comprou e mesmo assim venceu as eleições.
  2. Quem quer votar no "mais preparado", agora tem candidato: Plínio de Arruda Sampaio. Ele vai elevar o debate dessas eleições, propondo a discussão de programa para o Brasil. Assim o país, não ficará limitado ao narcisismo do Serra; da necessidade de "pisar em ovos" da Dilma; do populista confuso da Marina; ou do raciocínio errático do Ciro.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Inesquecíveis

Rachel Welch

Record denuncia Globo, Folha e Veja

Pessoal;
Entrem no site da Record. www.r7.com.
Teclen no símbolo da Rede Globo, que está no alto da página à direita, aparece o blog do Marco Antônio Araújo. Leiam o texto no qual aparece uma foto da capa da Veja com o Serra e enjoy.

sábado, 17 de abril de 2010

Chuvas e a revista Veja

Como a Revista Veja vê as chuvas em cada estado

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ronaldinho e Neymar: o Brasil precisa de craques

Dunga é mais do que mediocre. É medroso. Ele não gosta de craques, embora deva seu único título mundial a um craque, no caso Romário. Agora Ricardo teixeira inventou Dunga como técnico e o treinador segurou o seu banco, porque venceu alguns torneios de segunda linha, como a Copa América e a Copa das Confederações.
Todos títulos menos importantes.
Para o futebol mundial, o que importa mesmo é a Copa do Mundo. Só para ela, as maiores pátrias futebolísticas do mundo abrem mão de seus campeonatos internos e os grandes clubes aceitam ceder seus craques por um período mais longo de preparação. Para os outros torneios caça-níqueis não há esta facilidade; os jogadores são liberados em cima da hora e a preparação é pífia. Assim, os resultados desses jogos são enganosos. As principais seleções estão longe do que vão ser na Copa do Mundo. Ai vai falar mais alto a tradição da Argentina (com Messi), da Itália, da Inglaterra (com Rooney), da Holanda, da Alemanha, dos Africanos, da França renovada, de uma Dinamarca, que pode surpreender, de Portugal, com Cristiano querendo estourar e da impressionante Fúria espanhola.
Quem tem visto os jogos da Fúria sabe que o caminho do Brasil não será dos mais fáceis, portanto contar com Neymar e Ronaldinho poderia transformar um caminho de pedras em um gramado amigável.
A propósito, quem assiste atualmente aos jogos do Santos, para ver Robinho, vê Neymar.

Bela análise de Marcos Coimbra

15/04/2010 - 10:26

As eleições, segundo Coimbra

Do Valor

“Continuidade custa menos para eleitor”

César Felício e Maria Cristina Fernandes, de Belo Horizonte
15/04/2010
Num país de voto compulsório, a grande parcela do eleitorado desinteressada de política não quer ter trabalho de comparar biografias ou governos. Tende ao voto mais fácil. Se está satisfeito, opta pela continuidade. É assim que Marcos Coimbra resume suas convicções no favoritismo da candidata do PT – “Ela é favorita, o que não quer dizer que vai ganhar”.
No Vox Populi desde 1987, depois que concluiu o doutorado em Ciência Política na Universidade de Manchester, Coimbra hoje é seu diretor de pesquisas. E as realiza tanto para o PT de Dilma Rousseff quanto para o PSDB de José Serra.
Aos 59 anos, carioca radicado em Belo Horizonte, Coimbra transformou o amplo apartamento onde morava, no bairro de Serra, no escritório onde trabalha sozinho, longe do burburinho do Vox. Foi nesse apartamento, entre obras de Iran do Espírito Santo, Vik Muniz, Mario Cravo Neto e Cildo Meirelles, onde, na tarde de segunda-feira, falou ao Valor.
Valor: Esta campanha vai ser uma disputa de biografias ou uma comparação de governos?
Marcos Coimbra: Esse é o cabo de guerra em que as duas principais forças políticas brasileiras estão envolvidas hoje. O Lula e o PT procurando trazer a eleição para essa comparação de projetos, enquanto a oposição e Serra tentando transformar a eleição numa guerra de biografias. Lula sabe que a grande maioria compara favoravelmente o governo dele em praticamente todos os aspectos e gosta mais dele do que do último presidente. Então, para o PSDB só resta a comparação da biografia, mas não acredito que se consiga mudar essa percepção ao longo da campanha. Acho muito pouco provável que tenha sucesso essa estratégia de convencer a população que tudo que há de bom, se é que há alguma coisa de bom no governo Lula, vem do antecessor.

Valor: Este terço que Serra obtém em pesquisas não embute uma comparação favorável ao PSDB?
Coimbra: Francamente não creio. Esse terço de Serra é a soma de várias razões. É um componente anti-Lula e anti-PT do eleitor que pode até ter uma avaliação razoável, satisfatória do atual governo, mas que não gostaria que o PT tivesse mais quatro anos. É um desagrado que iria para quem quer que fosse o adversário da continuidade. Tem outro componente que é a admiração pessoal por ele. E o peso de São Paulo que acompanha sua administração e já votou nele uma meia dúzia de vezes. Fora do Estado também há muita gente que admira o que ele fez na Saúde.
Valor: Mas isso é suficiente para a permanência de Serra nessa faixa de 30% a 40% há tantos anos?
Coimbra: O fato de Serra ser governador muito bem avaliado, com história antiga no maior Estado do país, é parte da explicação. São Paulo tem mais de 20% do eleitorado. E uma parte ainda vem do antipetismo que se encontra com frequência na classe média do Sul e do Sudeste. Tolera Lula porque aprendeu a conviver com ele, mas só o Lula.
Valor: São dois candidatos egressos da esquerda que combateu a ditadura e um terceiro nunca identificado ao conservadorismo. O que explica este divórcio com um eleitorado que, como qualquer outro, tem sua fatia conservadora?
Coimbra: Isso tem a ver com a experiência de uns tantos anos de ditadura que, ao terminar, tinha deslocado qualquer discurso que não fosse de esquerda. Isso aconteceu há muito tempo, mas parte da elite política ainda vem desse ciclo. O que o eleitor ainda tem para situar não é apenas a trajetória do candidato, mas uma visão mais ampla dos aliados . O PSDB tomou uma decisão, no início dos anos 90, de que a única maneira de chegar ao poder, dado que o PT tinha um candidato posicionado em torno de 40%, seria em aliança com a direita. Isso definiu a natureza do jogo político e ideológico. Passou a ser difícil olhar para os candidatos do PSDB e vê-los como egressos de uma prática de esquerda.
Valor: O eleitor não identifica claramente a aliança do PT com os partidos de direita?
Coimbra: Não, porque pela natureza do PT, pelo modo como entrou na política e foi objeto de tomadas de posições antagônicas, ocupou o território da esquerda.
Valor: O fato de Dilma ter se envolvido com a luta armada até que ponto agrega ou retira votos?
Coimbra: É um sentimento minoritário. A impressão que tenho, vendo pesquisas qualitativas, é que uma parte grande do jovem eleitor – e 30% do eleitorado tem menos de 30 anos – foi educada dentro de valores muito mais favoráveis a quem estava lutando contra a ditadura.
Valor: A classe média tradicional que paga mensalidades caras para o filho concorrer com cotistas, assiste o trânsito piorar com carros vendidos a 96 prestações e se vê espremida entre a base e o topo da pirâmide social, não é o germe desse conservadorismo?
Coimbra: O antipetismo da classe média tem mais a ver com valores políticos e ideológicos, e não com causalidade socioeconômica. Não sei avaliar o tamanho dessa insatisfação porque o desenvolvimento beneficiou de forma razoavelmente homogênea a sociedade como um todo. Pelo menos não vejo reflexo nas pesquisas. Parte da classe média não desgosta do PT porque perdeu dinheiro, status ou consumo. Apenas não gosta.
Valor: O eleitor pode ganhar mais?
Coimbra: Ganhar mais é sempre aposta de risco para o eleitor. Ele está acostumado a ouvir promessas. E em grande parte por isso às vezes se contenta com algo bem menos exigente, que é não perder. O que esta eleição tem de diferente é que agora esses dois lados não vão se contrapor em termos do que prometem, mas do que fazem quando chegam ao poder. O eleitor não vai mais olhar para o petismo e imaginar que tudo vai ser bom. Embora Lula tenha 80% de aprovação, quando você olha política por política percebe que a avaliação positiva não é homogênea.
Valor: Da disputa entre Serra e Aécio em Minas resiste um sentimento antipaulista?
Coimbra: Sim e não. Numa certa parte da elite política local sim, mas como um sentimento relevante no eleitorado, não.
Valor: A intenção de voto dos candidatos flutua muito de Estado a Estado. Os problemas regionais não influenciarão o resultado eleitoral?
Coimbra: Não acho que seja relevante. O fato de Dilma não ter candidatos fortes em alguns Estados não tem relação com a sua intenção de voto e a mesma coisa em relação ao Serra. O Serra tem problema no palanque gaúcho e lá tem vinte pontos a mais que a Dilma.
Valor: A situação no RS é muito diferente do quadro nacional, e não é de agora, por que isso?
Coimbra: No Rio Grande do Sul, o quadro é largamente favorável a Serra. No Paraná, nem tanto, em Santa Catarina, não são. Nos Estados onde há uma percepção de uma grande melhora nos últimos oito anos, há uma clara tendência na aposta à continuidade.
Valor: Aécio terá mais capacidade de puxar voto para o PSDB nacional em Minas do que em 2006?
Coimbra: Em 2006 ele era o candidato à reeleição, fez tudo que estava em seu alcance e quem ganhou em Minas foi o Lula. Acho que Lula tem mais força eleitoral que Dilma, mas quando o eleitor quer fazer uma aposta na eleição presidencial, dificilmente o entorno é tão relevante.
Valor: Minas hoje tende à continuidade ou à mudança?
Coimbra: Minas tende à continuidade nos dois planos, no estadual e no federal. Embora hoje quem esteja na frente na eleição para governador e para presidente represente mudanças.
Valor: E o que o leva a concluir isso?
Coimbra: O eleitor não conhece suficientemente nem Anastasia nem Dilma. A tendência é que a vantagem do Serra diminua em relação à Dilma e a do Hélio Costa em relação ao Anastasia também.
Valor: No caso de SP, o que explica os mais de 50% de Alckmin?
Coimbra: Alckmin foi o governador mais bem avaliado da história recente de São Paulo. Mais bem avaliado que o Serra e que o Covas. O voto no Alckmin tem uma densidade muito maior do que outros candidatos que têm o recall como sua explicação fundamental.
Valor: Ele extrapola a força do PSDB no Estado?
Coimbra: Várias vezes. Bem, a força do PSDB, como sabemos, não é uma coisa muito relevante nem mesmo em São Paulo.
Valor: Marina tem potencial para levar a eleição ao segundo turno?
Coimbra: Com todo o risco envolvido em uma resposta tão longe da eleição, diria que não.
Valor: Mesmo considerando os candidatos nanicos?
Coimbra: Os nanicos, mesmo se forem muitos, dificilmente vão passar de 2,5% dos votos. O cenário de crescimento da Marina é muito desfavorável. De um lado ela pode ser espremida por duas candidaturas que cedo polarizam. Se o Ciro disputar, aumenta o cenário de crescimento dela, porque deixa uma eleição menos polarizada. Sem Ciro, o horizonte dela é menor. Porque faz com que grande parcela do eleitorado pense que tem que resolver logo.
Valor: Ela tem um potencial menor do que Heloisa Helena em 2006?
Coimbra: O eleitor que olhou com interesse para a Heloísa Helena e acabou votando nela tinha um componente de protesto à esquerda contra o mensalão. Esse elemento na eleição deste ano não é significativo e Marina não expressa isso. Ela não se posiciona politicamente, mas em favor da agenda ambiental.
Valor: Ela tem a limitação de um candidato temático como o Cristovam em 2006?
Coimbra: Sim, mas ela pode ir um pouco além. O tempo de TV reservado à divisão igualitária é 30% do total. Se dividisse por quatro, daria um minuto e pouco para cada. Somado ao tempo do PV já seria expressivo, mas como deve haver muitos nanicos, ela vai acabar tendo um pouco mais que Eymael.
Valor: Lula tem aprovação maior entre as mulheres e Dilma um patamar de intenção de votos também mais baixo nesse eleitorado. Ela soma a rejeição das eleitoras pelo fato de ser mulher e apoiada por Lula?
Coimbra: Não, nem uma coisa nem outra. Ela tem uma menor participação no voto feminino porque é maior a proporção de desinformação e não envolvimento com temas políticos e administrativos nesse eleitorado.
Valor: Mas por outro lado é a mulher que leva o filho ao posto de saúde e luta por vaga em escola pública. Isso não lhe dá uma experiência de como funcionam os governos?
Coimbra: Sim, mas é uma experiência de cotidiano
Valor: Despolitizante?
Coimbra: Não é despolitizante, mas pode ser despolitizada. Essa experiência é uma fonte de politização, mas tem que ser politizada. E isso, lamentavelmente, não acontece na nossa sociedade.
Valor: Esse grau de desinformação ainda explica o voto num país onde as mulheres já são mais da metade em muitas universidades?
Coimbra: O diferencial de envolvimento e de participação política entre homens e mulheres continua a ser explicado pelo grau de informação no mundo inteiro. Essa diferença tende a desaparecer com o tempo, mas ainda é um elemento da cultura política brasileira.
Valor: O senhor quer dizer que o universo de mulheres bem informadas confrontado ao de homens bem informados não são diferentes?
Coimbra: Sim. E mulheres mais velhas, especialmente, tendem a ter uma maior dificuldade de participação política. Entre os jovens, as diferenças de intenção de voto por gênero são quase irrelevantes. Vão ficando mais significativas à medida que se avança na idade e na zona rural.
Valor: Só não fica claro por que isso prejudica Dilma e não Serra.
Coimbra: Porque isso está ligado à possibilidade de se estar mais familiarizado com alguém que já foi candidato a presidente e ministro da Saúde. O nível de conhecimento dele é mais alto em todas as faixas. Naquelas em que o nível de informação e de participação é muito baixo, o nível de conhecimento da Dilma é muito menor do que o do Serra.
Valor: A associação de Dilma com Lula também é mais baixa nesse estrato?
Coimbra: Sim, muito mais baixa que a média. E essa é a razão para o prognóstico favorável a sua candidatura. A vantagem do Serra vem quando se agrega a grande parcela que não conhece a Dilma. Quando se neutraliza o efeito desconhecimento, ela já está na frente. Claro que há a suposição de que quando todos os que não a conhecem se comportarem de uma maneira pior para ela do que os primeiros, ela cai, mas se eles se comportarem de maneira mais favorável, ela sobe. E a composição do eleitorado que a desconhece lhe favorece. Tem menor escolaridade, mais Bolsa Família e que está na periferia dos grandes centros e nas regiões menos desenvolvidas.
Valor: Quem estaria então mais próximo do teto seria o Serra?
Coimbra: Sim, mas ele tem um piso muito alto.
Valor: O eleitorado no Brasil tem tido um descolamento entre escolaridade e renda. O que deriva disso?
Coimbra: A melhora no perfil do acesso à escola é muitas vezes mais acentuada do que a dos indicadores de desigualdade. Como houve nos últimos 20 anos uma melhoria grande no valor do salário mínimo, se a comparação é em termos de unidades de salário mínimo, pode-se ficar com um retrato inexato de que os pobres permaneceram nos mesmos lugares com a melhoria da renda, do poder de compra e a redução do preço de alguns produtos. O resultado é que todo mundo melhorou um pouco, mas mantendo a desigualdade.
Valor: Essa evolução da escolaridade favorece uma campanha mais temática, comparativamente a uma sucessão de ataques pessoais?
Coimbra: Essa evolução aponta para uma parcela cada vez maior de eleitores em condições de consumir informação mais qualificada e até esperando receber do jogo eleitoral mais do que uma dúzia de chavões e frases de efeito, mas é preciso atentar para o ritmo dessas mudanças sobre o resultado quando se tem o voto compulsório. Essas senhoras que não têm interesse, não têm informação, não se envolvem em questões político-eleitorais, vão votar. Em quase todos os países desenvolvidos do mundo, quem tem esse perfil não vota.
Valor: Essa evolução do grau de instrução não leva a uma decisão de voto que independe mais da classe?
Coimbra: Uma das coisas que aconteceram no Brasil nestes 25 anos de redemocratização é a formação de uma sociedade política em que as pessoas têm lado e partido. Eu sou isso, sou aquilo. E essa formação de identidade política atravessa essas dimensões socioeconômicas. Tem petista e tucano morando no mesmo prédio. O modo como se estruturam essas identidades não é clássico, não é em torno de partidos, não porque o brasileiro não goste de partido, mas porque não se permitiu que isso acontecesse.
Valor: Mas Lula insiste na estratificação entre pobres e ricos…
Coimbra: Ele sabe que isso não é a realidade. Você tem uma parcela não pequena das grandes fortunas brasileiras muito satisfeita com o atual governo. Dilma não vai ser votada pelos pobres e Serra pelos ricos.
Valor: Mas não foi isso que aconteceu entre Lula e Alckmin em 2006?
Coimbra: O mensalão estava muito presente. Cinco anos depois acredito que é um assunto vencido, não porque as pessoas tenham ficado satisfeitas com ele, mas porque foi digerido pela sociedade.
Valor: Por que o senhor vê Dilma como favorita?
Coimbra: Porque a maioria tem o sentimento a favor da continuidade, tem um envolvimento pequeno com a discussão política, com a comparação das propostas, das biografias e opta pelo modelo de decisão mais simples. Isso não é verdade no Brasil pelas nossas deficiências. Isso é verdade em todas as democracias. Ainda mais no regime de sufrágio universal e compulsório em que a parcela de eleitores de baixa ou pequena motivação é majoritária. Esses eleitores costumam preferir a escolha de custo menor que demanda menos tempo, menos stress e pode ser resumida numa pergunta tão simples como ” Você está satisfeito?”
Valor: A inércia pela continuidade será o determinante?
Coimbra: É claro que há brecha para mudança. Todo mundo lembra do que acabou de acontecer no Chile, onde uma presidente com 80% de aprovação não fez o sucessor, mas a Concertación estava há 20 anos no poder. No Brasil, o sentimento “está na hora de mudar” não comanda. Vide o PSDB que está há 16 anos no governo de São Paulo e tem um candidato que tem condições muito favoráveis. Vinte anos do PSDB no principal Estado da federação não causa espanto a ninguém. Por quê? Um candidato bom veio depois de um bom governo. No plano nacional, há um sentimento de que o outro lado teve décadas de poder. Em parte as pessoas acham que estes oito anos de PT ainda são pouco frente ao que a outra turma teve.
Valor: Mas a ideia da continuidade já teve grandes derrotas.
Coimbra: A ideia de continuidade funciona no Brasil em eleições municipais e estaduais. Agora vamos ter presidenciais. Não tínhamos tido em 1989 porque o Sarney não tinha candidato, em 1994 Itamar foi engolido pelo sucessor. Fernando Henrique perdeu porque não havia ali as condições que temos hoje, em que o desejo de continuidade é maioria. Serra era o candidato da continuidade numa eleição marcada pela mudança.
Valor: E agora ele é o candidato da mudança numa eleição marcada pela continuidade?
Coimbra: Sim, esse é o problema. Em 2002, 10% das pessoas diziam que o próximo presidente deveria manter tudo o que estava sendo feito e 40% diziam que o próximo deveria mudar tudo. Hoje esses números são inversos. Dilma é favorita por essa razão. Ser favorita não quer dizer ganhar, mas ter uma perspectiva muita positiva.
Valor: O discurso do pós-Lula, nessa análise, tem vida curta?
Coimbra: Quer dizer o quê? Vai manter ou vai mudar? Vai manter o que está certo e mudar o que está errado? Mas isso não quer dizer nada. Não convence.
Valor: Mas o slogan de ‘O Brasil pode mais’ não é uma tentativa de se contornar a continuidade?
Coimbra: Sim, para o eleitor atento. Essa proposta implica um elevado investimento pessoal no processo eleitoral. Você tem que aprofundar o conhecimento das propostas, o conhecimento minucioso do que foi feito e deixou de ser feito, identificar o que é realista e que pode ser feito no futuro, ou seja, exige um conjunto de características pessoais do eleitor que não são fáceis aqui nem em qualquer lugar do mundo.

PSDB fala mal do cozinheiro

Na falta de projetos e propostas, carentes de credibilidade, porque quando estiveram no governo federal foram pífios, os tucanos perdem o rumo na campanha eleitoral. Atacam a candidata de Lula, com aquele jeitão de homens sérios, muito dígnos, que enganam bem a classe média.
Um episódio engraçado foi a reação à pesquisa SENSUS. Sem poder contestar a contundência dos números, partiram para atacar o instituto responsável. É aquela coisa, quando a comida é muito boa, o jeito é falar mal do cozinheiro.

Inesquecível

Quinta feira. Sandra Brea. Inesquecível. Como era linda.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Países islâmicos têm todo o direito de retaliar a Globo

Manchete do jornal nacional: "camisa da seleção brasileira entregue ao homem que nega o holocausto". O "homem" é o presidente eleito do Irã. É uma manchete que denuncia uma posição preconceituosa contra os povos islâmicos. O Irã é o herdeiro de uma civilização milenar e orgulhosa, que tem disputas internas, como vários outros países. Como, por exemplo, os Estados Unidos, que até ontem não garantiam a saúde dos seus mais pobres - lá, diferente do Brasil, que tem SUS, pobre morria sem atendimento, quando ficava doernte. 
No nosso vizinho do norte, até hoje persitem sérias suspeitas de que Busch filho roubou as primeiras eleições que ganhou - todos os indícios confirmam isso, mas a Corte Suprema, fez o povo norte-americano engolir a fraude. É muito pareciso com o que os aiatolás impõem ao povo iraniano.
Busch falou atrocidades e a Globo nunca criticou suas posições fascistas.
Não será surpresa ver os países islâmicos retaliarem a Rede Globo. Será defesa contra o preconceito e a difamação.

Serra manda tirar do ar o site do PT

A truculência do Serra já começou. A empresa de técnicos em informática que ele contratou fez um ataque contra o Site do PT e o tirou do ar. No lugar aparece uma mensagem: "este site pode danificar o seu computador".
Serra aprendeu a sorrir, mas a sua truculência continua a mesma.

Mineiro vota em mineiro

Vai ser difícil para o José Serra lutar contra uma realidade que ele vai encontrar em Minas Gerais: Dilma é mineira. Ela nasceu em BH, é atleticana, frequentou os botecos da capital com o pessoal do clube da esquina e começou a militância política na Faculdade de Economia da UFMG. Foi lá que conheceu o ex-prefeito Fernando Pimentel.
Serra é paulista e palmeirense - um time que os mineiros, que vivem ao norte de Pouso Alegre, em geral não gostam. É truculento, um estilo rejeitado na política mineira; tem perfil muito elitista, o que não cabe no interior do estado. E, para ele, o Brasil civilizado se resume a São Paulo. O candidato dos milionários da avenida paulista não conhece Minas e Minas são muitas.
Certamente Serra vai procurar esconder quem ele é de fato. Mas, uma das características dos mineiros de verdade é a esperteza. Ninguém engana mineiro. E mineiro vota em mineiro.

domingo, 11 de abril de 2010

A mentira do Serra tem pernas curtas

Serra disse que quer a unidade do país. Ele mente. Das coisas mais básicas que a gente aprende nas escolas de ciências políticas é que os partidos que representam os setores mais ricos tentam negar o carater de classe da sociedade e simulam fazer um discurso para todos os setores sociais. Eles tentam fazer isso simplesmente porque são minoria, ou seja, o setor que representam é a menor parte da população e sozinho não tem condições de eleger um presidente da República. Então, eles tentam roubar eleitores dos partidos que representam outros setores da sociedade, princialmente das camadas mais pobres da população. Muitas vezes conseguem fazer isso com sucesso, porque os mais pobres normalmente são constituídos por aqueles indivíduos com menor bagagem cultural e, portanto, são mais facilmente enganados.
Mas, o discurso de que representam toda a sociedade, como diz o PSDB (com grande "cara de pau"), é uma mentira. No seu projeto de governo está exatamente manter as camadas mais pobres confinadas em uma vida de menor poder aquisitivo, pois assim eles mantém um grande estoque de mão de obra barata disponível para as empresas capitalistas.
Os benefícios que, muito eventualmente, disponibilizam para os mais pobres são resultado do temor que os mais ricos mantém de disturbios sociais; da necessidade de educar a mão de obra para a evolução tecnológica da economia; e a necessidade de parecer que de fato atendem aos interesses da maioria dos seus eleitores.
No entanto, as grandes linhas da economia sempre favorecem aos mais ricos. Por exemplo, o PSDB transformou as privatizações de empresas estatais em política de estado, sendo que a mairia delas só beneficiou os mais ricos - que compraram barato poderosos ativos industriais. As camadas pobres e médias da população, por seu lado, em geral foram prejudicadas, pois as privatizações provocaram aumento de tarifas e diminuição de fontes de investimento em programas de desenvolvimento sustentável.
A mentira do Serra tem pernas curtas.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Michele

Fiquei devendo a musa da quinta. É uma das estrelas mais lindas ha história do cinema. uma beleza que marcou a minha geração. Michele Pfeifer.

terça-feira, 6 de abril de 2010

SOS Rio

Meu amado Rio afundou na tempestade. Uma pena. Uma cidade tão linda como aquela precisa da solidariedade e do apoio de todos brasileiros para se recuperar mais bonita, mais forte, mais resolvida.


O Rio que todos merecem.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Miss Atomo

Concurso realizado na Russia, com funcionárias de usinas nucleares. A última vencedora foi Ekaterina Bulgakova. Merecemos...

Farsa histórica

Estados Unidos: 5.736 ogivas nucleares.
Reino Unido: 700 ogivas nucleares.
França: 350 ogivas nuclaares.
Israel: 200 ogivas nucleares.
Rússia: mais de 7.000 ogivas nucleares.

Pergunta: qual a moral desse pessoal para pressionar o Irã. Depois de destruirem todo o arsenal que possuem, eles podem falar sobre o assunto. Antes, não passa de farsa.

Coisas que o Brasil faz pela primeira vez

Interessante e raro um debate veiculado pela Globonews sobre a Estratégia Brasileira de Defesa. Participaram os professores Gustavo Heck (ESG), Coronel Geraldo Cavagnari (UNICAMP), e o jornalista Roberto Godoy, sob o comando de Willian Waack.
Algumas afirmações são definitivas:
  1. pela primeira vez o país conta com uma estratégia de defesa ampla, que incorpora todos os componentes estratégicos, desde o modelo de convocação da força, até a pesquisa tecnológica, passando pela capacidade industrial;
  2. o que se esquece no debate da compra dos caças (FX2) é que o país articula um modelo para ser a última vez em que vai importar aviões de combate, pois o brasil se prepara para fabricar a próxima geração de vetores aéreos de alto desempenho;
  3. o domínio tecnológico militar estimula o desenvolvimento econômico.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Refale e Superhornet em combate

Li em um site de assuntos militares, que o Rafale e o F 18 Superhornet se enfrentaram um um exercício conjunto das marinhas francesa e norte-americana. Foi uma simulação hi-tec, no qual os caças se enfrentavam em diversas situações e os computadores registravam o vencedor de cada ensaio, com manobras realistas. Placar final: Rafale 8 x Superhornet 2. Parece que o Brasil fez uma boa compra.

Quinta feira sem assunto

Quinta feira brava. Semana santa chegando, um pouco de ressaca. O galo joga mais tarde. Talvez dê algum comentário. Na falta do que falar, vai mais uma mulher interessante para adoçar a vista. Uma coroa e tanto...
Outra Fernanda, desta vez Young.

Fernanda cresceu e apareceu

Quinta feira sempre tem uma gata. Olha como ela está linda.

quarta-feira, 31 de março de 2010

TSE despediça dinheiro público

O TSE lançou a sua campanha educativa para estimular o voto e as boas práticas democráticas. Como toda campanha do TSE esta também parece uma vacina velha: é inócua. Ou seja, não faz efeito.
Interessante é que o TSE faz pesquisas todos os anos e, depois de tanto tempo, deveria conhecer melhor o eleitor brasileiro. Parece que não aprendeu com as informações das pesquisas, pois lançou uma campanha com temática pobre, sem capacidade de chamar atenção das pessoas e com mensagens sem qualquer criatividade.
É mais um caso de dinheiro público jogado fora.

terça-feira, 30 de março de 2010

Seriedade para enganar

Eles parecem senhores (senhoras) muito sérios, muito compenetrados. Ternos sóbrios, roupas femininas formais, cabelos masculinos e femininos clássicos. Pela forma à qual se apresentam, procuram transmitir que o que falam é verdade e não há nenhum subterfúgio por traz do que dizem.
Assim, com uma aparência muito digna, extremamente respeitosa, os apresentadores dos principais jornais da TV Globo e da Globonews, tentam enganar os brasileiros, para que eles acreditem que a versão dos fatos apresentada por eles é a verdade.
Uma das obras primas do cinema, "O homem que matou o facínora", ensina que o jornalismo não trata necessariamente da verdade, mas de versões do que acontece. A verdade nem sempre é publicada ou vai ao ar, na maioria das vezes sacrificada por versões que vendem mais a notícia. Há também o sacrifício da verdade por interesses econômicos e políticos. Um exemplo do sacrifício econômico acorreu na cobertura inicial do naufrágio do Exxon Valdez, no Alasca, um acidente que quase destruiu um importante sistema ecológico. No início, as notícias afirmavam que havia sido um incidente de pequena monta, apenas digno de notas de pé de página. A verdadeira dimensão da tragédia só alcançou as primeiras páginas, depois que entidades de ambientalistas realizaram manifestações e divulgaram filmes independentes no local, com imagens chocantes da destruição da fauna, inclusive tendo inesquecíveis sequências de focas e aves cobertas por camadas de petróleo.
Na política, os brasileiros já se acostumaram a ver a cobertura parcial e engajada da Globo em sucessivas eleições. Ganhou com Fernando Collor e Fernando Henrique; perdeu duas para Lula.
Não há nada de errado em um veículo de comunicação assumir uma posição política. O que é errado é esconder essa posição política dos seus leitores e expectadores. Essa atitude é evitada nas democracias mais consolidadas, como Estados Unidos, países da Europa Ocidental e Japão, onde os veículos assumem publicamente suas escolhas políticas, sem procurar enganar os eleitores.
No Brasil os veículos não se preocupam em informar o público de suas posições políticas e se apresentam como "neutros". Essa atitude engana os consumidores desses veículos e permite a prática sutil, porém aberta, de campanha eleitoral.
Normalmente essa prática não atinge as camadas econômicas mais baixas, pois esse público constituído pela maioria dos brasileiros não consome esses meios de comunicação ou simplesmente não acredita neles, pois suas notícias entram em contradição com as suas referências de vida.
O publico influenciado é o setor culturalmente deficiente da classe média, constituído de pessoas que só obtém as suas referências do mundo através de meios de comunicação que divulgam informações com baixo nível de profundidade analítica, como a revista Veja, o jornal Folha de São Paulo e a Globo. São pessoas que não lêem livros, nem consomem produtos culturais mais elaborados e são gradativamente transformados na massa de manobra dos partidos conservadores, como o PSDB e o DEM.
Sob a aparência de procedimentos sérios, os comentaristas dos veículos citados proferem informações distorcidas e análises equivocadas, destinadas mais a influenciar do que a informar. Os comentaristas sérios; que não se enquadram nesse modelo, como Emir Sader; são evitados ou afastados, quando não se enquadram aos propósitos das empresas de comunicação.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Stalinista não muda

Pessoas de direita, que foram de esquerda com formação stalinista, são realmente perigosas. Outro dia ouvindo uma rádio, pela manhã, enquanto corria, escutei um comentário de dois cabos eleitorais do Serra, a ex-PCdoB Míriam Leitão e o pseudo-economista sei lá o que Sardenberg. Leitão eu sei que teve uma sólida formação stalinista no PCdoB, já o arremedo de economista eu só sei que é de direita, com uma bruta nostalgia do autoritarismo e um imenso nojo de povo.
A conversa deles é de dois capitães do mato da direita, mas a estrutura é absolutamente stalinista: insistem, dia após dia, na tese do "quanto pior, melhor". O melhor da esquerda Brasileira, Lula incluso, desde os seus tempos de sindicalista, nunca compartilhou dessa tese. Os quadros marxistas de qualidade sempre tiveram referências no velho filosofo alemão, que defendia a necessidade de avanços econômicos e tecnológicos para preparar terreno para o socialismo. Lula, por seu lado, nunca foi marxista, porém sempre foi dono de um instinto fora do normal e isso fez com que percebesse a necessidade de sempre lutar pelas melhores condições de vida. Para ele, quanto melhor, melhor.
Do outro lado, os equivocados do pecedobêzão sempre insistiram na tese do "quanto pior, melhor". Sempre foi um partido maluco, que resolveu imitar os cubanos ao instalar um foco revolucionário no Pará. Se deram mal na aventura, por não ter previsto na sua aventura coisas básicas, como, por exemplo, de comparar o mapa do Brasil, um país imenso, com o de Cuba, uma pequena ilha do Caribe. Algumas viúvas do episódio defendem que a estratégia do partido era baseada a Guerra Popular Prolongada, coisa também absurda de quem não sabe que estratégias maoístas só funcionam em circunstâncias históricas que permitem a montagem de grandes exércitos revolucionários.
Mas, o assunto é a Leitão. Ela foi formada para a vida no que há de pior na esquerda brasileira e continua uma exercendo a sua atividade política de direita seguindo as mesmas regras. Além de ser ridicularizada nos meios acadêmicos pelas bobagens que fala, ela desmoraliza o pensamento de direita a cada comentário.

Pesquisa alerta o PT

A pesquisa Datafolha, embora seja de um instituto afinado com a base de apoio ao Governador de São Paulo, teve alguns efeitos positivos para a candidatura Dilma. Embora os textos da Folha de São Paulo tenham distorcido alguns dados, por exemplo, quando afirmam que apoiadores de Lula se dividem entre as duas principais candidaturas a presidente. Trata-se de uma informação imprecisa, pois o jornal omite outra informação complementar, que indica outra conclusão importante: Serra e Dilma dividem o apoio dos que aprovam Lula, somente quando muitos eleitores não sabem que a ministra é apoiada pelo presidente. Quando perguntados se votariam em um candidato indicado por Lula. a grande maioria indica essa possibilidade.
A análise completa dos dados leva à conclusão de que, quando a campanha começar e o presidente assumir o apoio á sua candidata, sem as amarras da lei eleitoral, uma nova realidade, mais favorável à ministra se mostrará. Essa possibilidade inclusive é reforçada pelo fato de que nem mesmo a maioria dos cerca de 20% dos eleitores brasileiros que dizem ter simpatia pelo PT sabem que Dilma é a candidata do partido.
O fato é que Dilma tenta ocupar espaços, mas ainda está sob severas restrições do Tribunal Eleitoral e não tem o apoio dos grandes veículos de comunicação que fazem campanha para Serra há quatro anos. Nesse cenário, é surpreendente a boa posição da Ministra nas pesquisas, inclusive considerando que ela é uma figura relativamente nova na política.
Como a maioria das pessoas, inclusive políticos de alto escalão, não entende muita coisa de pesquisas, os números divulgados pela Folha deverão ter um impacto saudável na base de apoio da Ministra. Arrefece o clima de "já ganhou", reitera que será uma campanha muito difícil, coibe as lutas internas e indica que o trabalho será exaustivo.

domingo, 28 de março de 2010

Um ato de corrupção fez da Folha o maior jornal do Brasil

Até a  década de 70, do século XX, a Folha de São Paulo apoiava a ditadura militar, como todos os outros grandes jornais brasileiros. Na época, a Folha não era um dos jornais mais importantes do país, lugar ocupado pelo O Globo e Jornal do Brasil. Não era nem mesmo o maior do seu estado, posto dominado pelo Estadão. O negócio mais lucrativo do seu proprietário, Otávio Frias, era a concessão da rodoviária de São Paulo.
Então o General Geisel, presidente militar de plantão, resolveu construir uma nova rodoviária na capital paulista, fora do centro e mais acessível aos ônibus intermunicipais. Frias tentou estender sua cancessão ao novo terminal. Os generais negaram a pretensão. Tendo seus interesses contrariados, o empresário jogou seu jornal na oposição. Isso tem um nome CORRUPÇÃO!
A manobra teve um efeito empresarial inesperado, o jornal conquistou novos leitores, insatisfeitos com a ditadura, que não sabiam o motivo da guinada editorial. Acreditavam que fosse por motivos de consciência, como estava ocorrendo com milhões de brasileiros. Mas, era apenas um jogo de interessas, corrupção.
Hoje o jornal perde rapidamente a maior parte dos leitores que consuistou no final dos anos de chumbo. Eles se sentem traidos.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Diplomacia do Brasil mostra amadurecimento

A diplomacia brasileira vota, pela primeira vez na ONU, contra a Coréia do Norte, um dos países classificados como párias pelo Departamento de Estado norte ameticano. É uma mostra de maturidade. Votar contra qualquer um dos países da lista dos Estados Unidos é estreiteza de visão ou submissão à política externa norte-americana. Irã e Cuba, por exemplo são casos à parte, embora o Brasil também deva se posicionar contra exageros contra os direitos humanos nestes dois países - como no caso da agressão a mulheres desarmadas, na ilha caribenha, ou a prisão de artistas e intelectuais, no estado persa. Afinal, defender os direitos humanos contribui para que abusos de carater político e de consciência jamais voltem a ocorrer no Brasil. Pragmatismo tem limites e só engrandece o país, uma posição incisiva sobre a questão, além do que críticas construtivas aumentam são ouvidas e respeitadas.
No caso da Coréia, não havia motivo para uma posição de neutralidade. O último estado stalinista do mundo é uma ameaça irresponsável à tranquilidade do extremo oriente. Países pacíficos, como o Japão e a Coréia do Sul vivem em suspense, temendo uma irresponsabilidade de um país inviável, que ao perceber o risco de uma crise social terminal, pode acender o pavio do barril de pólvora. Pólvorá atômica é claro.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A musa da quinta-feira

Muito mais do que uma linda mulher, ela é interessante.
 Rachel Weisz

segunda-feira, 22 de março de 2010

NOVO SISTEMA DE SAÚDE NORTE-AMERICANO ROMPE COM A LEI DO MAIS FORTE

O presidente Obama conquistou a sua maior vitória até aqui para o povo norte-americano, com a aprovação do seu projeto para a saúde pública. Até então, um norte-americano sem dinheiro, quando ficava doente, podia morrer sem assistência médica. No Brasil este mesmo cidadão, mesmo sendo estrangeiro receberia um atendimento de boa qualidade pelo SUS.
Obama derrotou a direita do seu país, que é contra a saúde pública. A direita norte-americana defende um sistema no qual vigora a lei do mais capaz (ou do mais forte). Se um indivíduo não consegue comprar um plano de saúde, merece ser excluído da sociedade - é uma exclusão fisica, ou seja tal pessoa merece morrer.
Com a linguagem diferente, fundamentada no individualismo norte-americano, esse discurso tem uma assustadora proximidade com a defesa da eugenia na Alemanha nazista. A exclusão dos mais fracos criaria uma nação de super-humanos, pronta para dominar o mundo.
Com sua apologia aos temas marciais, os nazistas tinham um estilo diferente da direita yuppie norte-americana, mas no fundo a essência é a mesma. Ambos os agrupamentos não hesitam em partir para a guerra, preferindo a agressão dos países mais fracos. Ambos tinham como líderes populares artistas austríacos: os alemães foram seduzidos por Hitler e os norte-americanos são fascinados por Arnold Schwarzenegger, o governador da California, que é, provavelmente, o político republicano mais popular do país. A legislação atual impede a sua chegada à Casa Branca, mas leis podem ser mudadas, o que dá calafrios.
É assustador pensar como eles são parecidos, como pai e filho.

domingo, 21 de março de 2010

Frustração no lançamento de Serra

Serra anunciou, para “grande surpresa” do Brasil, a sua candidatura a presidente. Bom... o cara estava fazendo campanha e dando as suas habituais rasteiras há quatro anos. Derrubou o Aécio e impediu que qualquer outro pudesse surgir no campo da direita. Com isso, criou um grande problema para a direita (e digo direita, para economizar espaço de explicações - na comunicação e na ciência é preciso usar definições, para facilitar o raciocínio). O problema é que se por caprichos do destino algo acontecer com Serra, a direita não tem qualquer alternativa, pois o governador de São Paulo se esmerou em enterrar qualquer um que pudesse brilhar um pouco mais.


Por isso, a surpresa não é o anúncio de Serra - já era uma morte anunciada - o extraordinário é que Dilma já está passando à frente na corrida presidencial, com a tendência de abrir alguns corpos, apesar de toda a campanha aberta feita para o governador, por todos os veículos da grande imprensa brasileira.

É também um cenário revelador de que a força da imprensa brasileira se desgastou ao entrar em contradição com o povo brasileiro - para lembrar uma expressão de Darci Ribeiro.

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Rafale é melhor para o Brasil

Luiz Nacif: O JN noticiou a pouco a opção pelo Rafale, informando que a FAB reviu posição anterior pelo Gripen NG.
Vi em não sei qual lugar que a França/Dassault reduziu o preço do pacote em R$ 2 bilhões. Acho muita a redução, mas será verdade?
Os Rafale estão mais caros, mas a França passará os códigos fonte, fato de suma importância, pois permite ao Brasil reconfigurar os sistemas de navegação e armas para atender aos nossos pilotos e condições, bem como para garantir que não haja algum controle tipo “desligamento à distância”, coisa que acho que pode haver nos radares americanos do Sivan. Ou seja, quando os aviões de guerra americanos atacassem nossa Amazônia, um sinal dos EUA poderia desativar a detecção ou a informação dos radares aos controladores brasileiros.
Isso parace baboseira? Não pois nos EUA não se pode confiar quando a estratégia militar deles é posta em prática.

Serra rouba dinheiro da saúde e ameaça de morte ronda paulistas

Uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS – Denasus, do Ministério da Saúde, comprovou que o governo paulista desviou, em dois anos, R$ 2 bilhões em verbas que
deveriam ter sido aplicadas na saúde. A análise constatou que destes,
pelo menos R$ 78 milhões foram investidos no mercado financeiro, apesar
da crise de atendimento na saúde pública paulista.
O dinheiro do SUS que, por causa do desvio, vai para uma conta única do governo, por lei deveria ter sido destinado a programas de assistência
farmacêutica, vigilância epidemiológica e combate à Aids e DST.

quinta-feira, 18 de março de 2010

O caos está batendo à porta dos EUA

Em Davos, pela primeira vez, desde o final da Guerra Civil, na metade do século XIX, a elite mundial debateu com seriedade a possibilidade de uma crise política grave nos Estados Unidos. A palavra de ordem da direita norte-americana é sabotar o governo Obama, para impedir o presidente de dar certo. Assim, atuam de todas as formas para aprofundar a crise econômica e criam embaraços para a política externa dos Estados Unidos.
A direita norte-americana dá um tiro no pé. Querem provocar o caos, mas o cataclismo que se anuncia não deixará sobreviventes, vai engolir todos, sem exigir posicionamento ideológico.
O mundo inteiro vai sofrer as consequências.

Como os bregas tem vez

Impressionante como Latino um dos ícones bregas do brasil anda bem acompanhado. Depois da deliciosa Kely Key, ele anda com este monumento visual. Mirella Santos. Enjoy.

Grande imprensa mantém complexo de vira-latas

Impressionante o complexo de vira-latas preservado cuidadosamente pelo baronato da imprensa brasileira. Tal complexo foi mais uma vez revelado, na cobertura da punição dos Estados Unidos pela Organização Muncial do Comércio, na demanda do Brasil contra os produtores de algodão norte-americano.
Uma vitória que o povo e os empresários brasileiros deveriam comemorar, como uma copa do mundo, foi tratada pela grande mídia brasileira como uma ameaça ao Brasil. Os editores desses veículos deram a entender que o governo brasileiro não deveria exercer seu poder de retaliação, para não sofrer respostas duras dos Estados Unidos. Outros recordaram a inflação, sugerindo que a defesa dos interesses nacionais poderia trazer de volta o flagelo que assustou gerações de brasileiros.

Foram declarações explícitas de covardia e de submissão, atitudes obsoletas no mundo de hoje, quando a economia norte-americana vive momentos de grande fragilidade e depende como nunca dos mercados emergentes, para sobreviver. Essa nova ordem mundial da economia ficou clara na rapida mobilização dos empresários norte-americanos, para pressionar o seu governo a entrar rapidamente em negociações e evitar o prolongamento da situação.
É provável que o preço dos produtos norte-americanos sofra reduções, para compensar o aumento das tarifas. Mas, enquanto isso não acontece, os consumidores brasileiros podem optar por similares europeus, asiáticos ou aqui mesmo da América do Sul, geralmente de muito melhor qualidade.

Galo tem nova camisa, falta só um craque

Falta pelo menos um craque ao Galo. Ricardinho já teve os seus lampejos, mas está velho. Tardeli, é um ótimo jogador, porém falta a ele aquela fagulha que diferencia um craque dos atletas normais. Renam Oliveira pode ser o cara, mas é ainda muito jovem para ser o responsável pelo time. Teria que ter outro jogador mais velho para assumir este lugar. Com apenas um craque o Atlético pode arrebentar.
Aliás este é o mesmo problema da seleção brasileira sem Ronaldinho Gaúcho. Não tem craque. Kaká é um ótimo atleta, forte, veloz, passa corretamente, mas está longe de ser aquele cara que muda o rumo de um jogo.